A mulher presa por esfaquear o cabeleireiro Eduardo Ferrari dentro de um salão na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, havia realizado semanas antes um procedimento capilar no local e chegou a elogiar o resultado nas redes sociais. Segundo a Polícia Civil, dias depois ela passou a reclamar do cabelo, exigir devolução do dinheiro e enviar ameaças ao profissional.
O ataque aconteceu na terça-feira (5), enquanto Eduardo atendia outra cliente. Imagens de câmeras de segurança mostram a mulher conversando com o cabeleireiro antes de retirar uma faca da bolsa e golpeá-lo pelas costas. Funcionários e seguranças conseguiram conter a agressora. O profissional sofreu ferimento superficial e passou por exame de corpo de delito.
De acordo com depoimentos, a cliente afirmava ter sofrido “corte químico” após realizar mechas e texturização no salão em 7 de abril. A defesa de Eduardo Ferrari negou a acusação e afirmou que o cabeleireiro sequer realizou corte no cabelo da mulher. Segundo a advogada do profissional, a franja mostrada em vídeos publicados pela cliente era diferente da apresentada no dia do atendimento.
Ainda conforme a investigação, a mulher chegou a ameaçar o cabeleireiro por mensagens, dizendo que queria “tacar fogo” nele. Após o ataque, ela confessou o crime. O caso foi registrado como lesão corporal, ameaça e autolesão no 91º Distrito Policial, na região do Ceasa, e encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).



































