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Copom cita guerra no Oriente Médio e mantém cautela na queda da Selic

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central afirmou que as incertezas causadas pelos conflitos no Oriente Médio e a pressão sobre a inflação levaram à manutenção de cautela na redução da taxa Selic. As informações constam na ata da reunião divulgada nesta terça-feira (5), após o corte de 0,25 ponto percentual nos juros, que passaram para 14,5% ao ano.

Segundo o Banco Central, o cenário internacional, aliado às incertezas sobre a política econômica dos Estados Unidos, aumenta a volatilidade dos preços de commodities e pode afetar cadeias de produção e distribuição. O documento também cita riscos relacionados ao fornecimento de petróleo e fertilizantes, diante dos impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre o Estreito de Ormuz.

O Copom destacou ainda preocupação com a alta das expectativas de inflação para os próximos anos. De acordo com o Boletim Focus, a projeção do mercado para o IPCA é de 4,89% em 2026 e de 3,64% em 2028, acima da meta central de 3% definida pelo Conselho Monetário Nacional.

Apesar do cenário de incerteza, o colegiado avaliou que o período prolongado de juros elevados contribuiu para desacelerar a atividade econômica, abrindo espaço para a continuidade gradual da redução da Selic. O Banco Central, porém, informou que seguirá monitorando os efeitos do conflito internacional sobre os preços e a inflação no país.

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