O setor brasileiro de proteína animal projeta retomar no primeiro semestre de 2027 as exportações suspensas pela União Europeia desde 3 de setembro. A expectativa ganhou força após sinais de que o Brasil poderá voltar à lista de países autorizados a vender produtos de origem animal ao bloco, mas ainda não há confirmação oficial nem prazo definido.
A suspensão atingiu carne bovina, frango, ovos, mel, pescados e animais vivos, colocando em risco um fluxo comercial estimado em R$ 9,5 bilhões por ano. A União Europeia retirou o Brasil da lista após considerar insuficientes as garantias apresentadas sobre o controle de antimicrobianos em animais destinados à produção de alimentos.
Em Brasília, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reuniu na quarta-feira (16) representantes de 14 países e da União Europeia para apresentar os controles sanitários, sistemas de certificação e medidas adotadas pelo país. Um dos principais pontos de divergência envolve os ionóforos, usados na alimentação animal e com ação antimicrobiana, mas sem aplicação na medicina humana.
A carne bovina concentra parte dos desafios por exigir rastreabilidade durante todo o ciclo de vida do animal, enquanto frango e mel podem ter uma retomada mais rápida após uma sinalização preliminar favorável em auditoria europeia. A previsão para o primeiro semestre de 2027, porém, é uma projeção do setor: a volta dependerá do reconhecimento formal dos controles brasileiros e da adequação dos protocolos exigidos pela União Europeia.


















