Um dia após a convenção estadual do União Brasil, realizada em Cuiabá, os bastidores da disputa pelo Governo de Mato Grosso continuam repercutindo. Em meio ao embate que marcou o encontro da legenda, a senadora Margareth Buzetti revelou que tentou construir um acordo com o senador Jayme Campos para evitar o racha na federação União Progressista, mas afirmou que ele rejeitou a proposta por manter o projeto de disputar o Palácio Paiaguás.
Aliada do ex-governador Mauro Mendes, Buzetti reafirmou que seguirá defendendo a candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado. Apesar disso, ressaltou que respeita a decisão soberana tomada pela convenção do União Brasil, mesmo permanecendo alinhada ao projeto político liderado por Pivetta.
A revelação que mais chamou atenção foi a de que ela ofereceu abrir mão da própria candidatura ao Senado para que Jayme Campos permanecesse na Casa. Segundo a senadora, por ele já ser senador eleito e ela ocupar o cargo como suplente, não haveria dificuldade em desistir da disputa. Ainda de acordo com seu relato, Jayme respondeu que sua prioridade era disputar o Governo de Mato Grosso.
A declaração evidenciou que houve uma tentativa de evitar o confronto interno antes da convenção. Mesmo sem sucesso, Buzetti reforçou que continuará apoiando Pivetta e destacou que Mauro Mendes sempre deixou clara sua preferência pelo vice-governador, posição que, segundo ela, nunca foi escondida dentro do grupo político.
Ao comentar o ambiente vivido pela federação, a senadora lamentou que o desgaste tenha chegado ao atual nível. Na avaliação dela, as divergências poderiam ter sido resolvidas de forma mais tranquila caso o debate sobre a sucessão estadual tivesse ocorrido com maior antecedência entre as principais lideranças partidárias.
Questionada sobre uma eventual judicialização da disputa, Buzetti afirmou que não acredita nesse cenário. Ela também explicou que não participou das discussões internas do União Brasil, limitando sua atuação às decisões do Partido Progressistas.
Além da disputa pelo Governo, a senadora reafirmou que pretende disputar uma vaga no Senado como candidata titular em 2026. Ao comentar uma possível candidatura da deputada estadual Janaina Riva, evitou comparações e defendeu que o eleitor escolha seus representantes pela competência. Com a convenção concluída, o cenário político entra agora em uma nova fase, mas os reflexos da divisão interna ainda prometem influenciar as articulações para a eleição do próximo ano.





























