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Fiemt rebate Wellington e defende incentivos fiscais em MT

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A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) reagiu às críticas do candidato ao governo Wellington Fagundes (PL) e defendeu, nesta terça-feira (15), a política de incentivos fiscais do Estado. Em entrevista à TV Centro América, o senador questionou a concentração dos benefícios e defendeu uma revisão do modelo. A entidade, por sua vez, afirmou que os programas são instrumentos de desenvolvimento e devem ser avaliados com base em dados.

Segundo a Fiemt, o chamado “Custo Mato Grosso” mostra que produzir no Estado custa R$ 38,5 bilhões a mais do que nas regiões Sul e Sudeste, devido a gargalos de infraestrutura, distância dos mercados consumidores e dificuldades na contratação e qualificação de trabalhadores. “Os incentivos à produção industrial não representam um privilégio, mas uma política pública de desenvolvimento socioeconômico construída para enfrentar desafios estruturais de Mato Grosso”, afirmou a entidade.

A federação também citou dados de 2025 para sustentar sua posição. Mato Grosso possui 16.891 indústrias, que empregam 203.514 trabalhadores formais, enquanto o PIB industrial chegou a R$ 36,84 bilhões, alta de 133% em dez anos. Segundo a Fiemt, o setor responde ainda por cerca de metade da arrecadação de ICMS, e o Prodeic reúne 1.242 empresas, responsáveis por aproximadamente 82 mil empregos diretos. 

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De acordo com dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) citados pela entidade, Prodeic, Proder e Proalmat somaram R$ 6,4 bilhões em renúncia fiscal em 2025. No mesmo período, cada R$ 1 de renúncia teria resultado em R$ 4,66 em investimentos diretos no Estado. A Fiemt afirmou que o debate sobre os incentivos deve considerar os efeitos sobre investimentos, empregos, renda e arrecadação, enquanto Wellington defende a revisão dos benefícios e a ampliação do acesso para pequenos e médios negócios. 

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