MATO GROSSO

Após 14 anos, demolição da Ilha da Banana é iniciada, mas moradores ainda resistem no local

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Quatorze anos após as primeiras desapropriações no Largo do Rosário, conhecido como Ilha da Banana, em Cuiabá, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) deu ordem de serviço para demolir os imóveis restantes. A empresa responsável iniciou os trabalhos na terça-feira (8), em um contrato de R$ 731 mil, com prazo de 60 dias para demolição, limpeza e regularização do terreno.

 A área de 5.900 metros quadrados foi desapropriada inicialmente para projetos de mobilidade, como o VLT e, posteriormente, o BRT do Coxipó, mas deixou de integrar o projeto. Abandonado durante anos, o local se tornou ponto de ocupação por usuários de drogas e pessoas em situação de rua, acumulando lixo, roupas, móveis e outros resíduos. Após a limpeza, o terreno deverá ser aterrado para acompanhar o declive do Morro da Luz até a avenida Tenente Coronel Duarte, na Prainha.

 Apesar do início da obra, três moradores ainda permanecem na região. Uma moradora próxima à Igreja Nossa Senhora do Rosário possui acordo de desapropriação e deve deixar o imóvel em breve. Já uma propriedade de 570 metros quadrados, na parte superior da área, aguarda a liberação de valores judiciais e não deve ser demolida neste momento.

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 A família de José Demerval, de 72 anos, também segue no local. Proprietária do terreno há 68 anos, ela afirma que ainda não chegou a um acordo com o Estado e enfrenta disputas judiciais desde 2012\. “Se eles acertarem direitinho com a gente, vamos sair sem problema algum. Nós queremos sair, é melhor do que ficar, mas só queremos que paguem um valor justo”, desabafou José. A Sinfra informou que um projeto de revitalização do Largo do Rosário está em elaboração.

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