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Relações sino-brasileiras.

Acordo com empresas chinesas ampliará investimentos e renda na Amazônia; Lula e Xi Jinping reforçam parceria estratégica em meio à missão de Waldez Góes à China

Brasil busca parceria com empresas chinesas para levar energia limpa, renda e novos mercados à Amazônia. (Foto: Alexandre Costa / Secom-MIDR)

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Delegação brasileira se reúne com empresas e autoridades chinesas para atrair investimentos e oportunidades de desenvolvimento regional com foco na bioeconomia. Na última segunda, 11 de agosto, Lula e Xi conversaram sobre ampliação da cooperação em áreas como energia, economia digital e clima.

 

Por Humberto Azevedo

 

Garantir energia renovável para comunidades indígenas, agregar valor às cadeias produtivas da bioeconomia, fortalecer a agricultura familiar e o extrativismo, e gerar novas oportunidades de renda na Amazônia. Essas foram as metas trabalhadas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) durante um encontro, realizado nesta última quarta-feira, 13 de agosto, com empresas chinesas que atuam em áreas estratégicas para a abertura de novos mercados voltados aos produtos amazônicos.

 

A reunião com representantes do setor privado ocorreu na sede do Conselho Chinês de Promoção de Comércio Internacional (CCPIT), instituição parceira da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). O CCPIT atua como ponte para atrair investimentos de empresas líderes na China e em outros países, com ênfase no desenvolvimento econômico sustentável.

 

Estavam presentes empresas de diversos setores, incluindo fabricantes de painéis solares, máquinas agrícolas, equipamentos para processamento de alimentos, caminhões elétricos e empresas de comércio exterior e logística. Em seu discurso, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, fez um panorama econômico e social do Brasil, destacando que o país figura entre as 15 maiores economias do mundo e ocupa posição de destaque para investidores que buscam crescimento sustentável e inovação de longo prazo.

 

Em seguida, comentou o Programa Rotas de Integração Nacional, explicando sua importância para estruturar redes produtivas sustentáveis em todo o país, conectando pequenos produtores, empreendedores e investidores em cadeias de valor consolidadas.

 

Entre os exemplos de potencial de investimento apresentados, pontuou-se o caso do Amapá, onde a produção tradicional de açaí vem sendo fortalecida pelo incentivo à industrialização de seus derivados e pela organização de cooperativas. A participação do estado foi exaltada por sua riqueza em biodiversidade e também potencial logístico, com acesso direto a mercados internacionais — devido à nova rota marítima entre o Porto de Gaolan e o Porto de Santana.

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Como desdobramento, a Apex e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) pretendem aprofundar o diálogo e viabilizar uma agenda de visitas presenciais ao Brasil, criando condições para que essas oportunidades se transformem em parcerias concretas em termos de tecnologia, infraestrutura e inovação.

 

“Um exemplo dessa política na Amazônia é a Rota do Açaí, que fortalece a produção e exportação do fruto, além do desenvolvimento de bioprodutos, cosméticos, suplementos e alimentos funcionais com alta demanda internacional. Tudo isso aliado à preservação da floresta e ao fortalecimento da bioeconomia amazônica”, ressaltou Góes.

 

TROCA DE EXPERIÊNCIAS

 

Além de prospectar investimentos para impulsionar cadeias produtivas sustentáveis na Amazônia, a comitiva do MIDR se reuniu com o governo da província de Jiangsu para compartilhar experiências em desenvolvimento regional, gestão de emergências e infraestrutura hídrica. Jiangsu, onde está localizada a cidade de Nanjing, é uma das províncias mais ricas e dinâmicas da China. 

 

Essa realidade torna a província um exemplo inspirador para o Brasil, especialmente no que se refere às estratégias de desenvolvimento regional promovidas fora dos grandes centros, como enfatizou o ministro Waldez Góes. A missão do MIDR à China contribui para integrar a economia brasileira a cadeias globais de valor, ampliando oportunidades de investimento em infraestrutura, desenvolvimento regional e inovação.

 

“Estamos interessados em conhecer as experiências de Jiangsu no planejamento regional e na integração entre desenvolvimento e prevenção de riscos. A atuação coordenada entre os órgãos de governo na formulação de políticas de crescimento sustentável, associadas a estratégias de preparação e resposta a desastres, é um modelo que muito nos interessa”, afirmou o ministro.

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CONVERSA

 

Em conversa por telefone com o presidente da China, Lula tratou da ampliação da cooperação com a China enquanto MIDR cumpre agenda no país asiático (Foto: Ricardo Stuckert / Secom-PR)

Por telefone, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com o seu homólogo e presidente da República Popular da China, Xi Jinping, na noite de segunda-feira, 11 de agosto. Na ligação, que aconteceu durante a semana em que o ministro Waldez Góes lidera uma missão oficial ao país asiático, os dois chefes de Estado conversaram sobre a parceria estratégica bilateral.

 

Na ligação, que durou cerca de uma hora, Lula e Xi “saudaram os avanços” já alcançados no âmbito das “sinergias” entre os programas nacionais de desenvolvimento dos dois países e comprometeram-se a ampliar o escopo da cooperação para setores como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites. Ambos os presidentes destacaram sua disposição em continuar identificando novas oportunidades de negócios entre as duas economias.

 

MISSÃO

 

Góes, que é ex-governador do estado do Amapá, cumpre missão oficial à China, até o próximo sábado, 16 de agosto, para consolidar os laços de 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países. Entre os destaques da missão está a formalização de um memorando de entendimento com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), responsável por desenvolver e implementar estratégias relacionadas ao desenvolvimento econômico social nacional. A iniciativa visa promover o intercâmbio de experiências e estratégias voltadas à redução das desigualdades territoriais.

 

Outro ponto central da agenda é o fortalecimento da cooperação com as províncias de Jiangsu e Guangdong, incluindo ações em torno da nova rota marítima Guangdong – Porto de Santana (AP), que posiciona o porto amapaense como um futuro hub logístico nas relações comerciais entre China e América do Sul. A agenda contará ainda com encontros com empresas e instituições de pesquisa chinesas, além de visitas técnicas a zonas industriais e áreas de inovação.

 

Com informações de assessorias.

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