O bloqueio do Estreito de Ormuz, na segunda-feira (13), em meio à escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã, acendeu alerta no mercado financeiro internacional. A interrupção de uma das principais rotas do petróleo global pode reduzir a oferta da commodity e pressionar os preços, com reflexos diretos nos combustíveis e na inflação.
Segundo especialistas, o risco já começou a ser incorporado ao mercado, elevando as projeções do barril do tipo Brent para uma faixa entre US$ 85 e US$ 95 em 2026. “Quando o risco entra, o preço sobe antes do problema acontecer”, afirmou a CEO da Magno Investimentos, Olívia Flôres de Brás, destacando que a região é estratégica para o abastecimento mundial de energia.
No Brasil, não há previsão de desabastecimento, mas o impacto já aparece na inflação. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o IPCA de março subiu 0,88%, puxado pelo aumento de 4,59% nos combustíveis. O grupo de Transportes liderou a alta, refletindo a pressão internacional sobre os preços.
De acordo com analistas, o efeito sobre o consumidor dependerá da duração do conflito. No curto prazo, os reajustes podem ser moderados, mas, se os preços do petróleo se mantiverem elevados, o repasse tende a se intensificar nos próximos meses, impactando diretamente o valor na bomba e o custo de vida.




















