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Bastidores do Poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Procuradoria-Geral da República, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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Motta emancipado

Com os 303 votos dos deputados a escolha de Odair Cunha para o TCU, Motta costura agora apoio ou pelo menos a neutralidade de Lula para a candidatura de seu pai ao Senado na Paraíba. (Foto: Bruno Spada / Agência Câmara)

A Câmara dos Deputados elegeu Odair Cunha (PT-MG) ao TCU com 303 votos contra 96 de Elmar Nascimento (União-BA), em votação secreta. O placar – a maior vitória já alcançada por um postulante ao tribunal – representa não apenas o cumprimento do acordo que Hugo Motta (Republicanos-PB) fez com o PT durante sua campanha à presidência da Casa em 2025, mas também a emancipação de Motta no poder decisório legislativo. O resultado supera os erros do primeiro ano de mandato e enterra a sombra de padrinhos como Arthur Lira (PP-AL) e Eduardo Cunha.

 

Força de Motta

A derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que articulou intensamente a candidatura de Soraya Santos (PL-RJ) e depois tentou unificar a oposição em torno de Elmar, revela sua limitada capacidade de mobilização – ele não conseguiu unir PL e “centrão” contra o petista. Com a vitória, Motta se consolida como forte candidato à reeleição para o comando da Câmara em fevereiro de 2027, atingindo nível de poder equivalente ao de seus antecessores bem-sucedidos.

 

Sinal ao governo

O placar expressivo também é um sinal ao presidente Lula: além do cumprimento de acordos, Motta favorece a candidatura de seu pai, Nabor Vanderley (Republicanos), ex-prefeito de Patos (PB). Motta busca o apoio de Lula ao seu pai, que disputará o Senado. O resultado pode não garantir esse apoio, mas deve assegurar neutralidade numa disputa com dois aliados históricos do presidente: o senador Veneziano Vital do Rego (MDB) e o ex-governador João Azevêdo (PSB). Odair Cunha precisa ser aprovado pelos senadores.

 

PSDB quer Ciro como candidato

Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, convidou oficialmente Ciro Gomes para ser candidato ao Planalto pelo partido. Em resposta, Ciro apontou que a “informalidade atinge 40% da economia”, e “há desemprego crescente, corrupção generalizada e descrença na democracia”. (Foto: Kayo Magalhães / Agência Câmara)

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, convidou nesta terça-feira, 14, o ex-governador cearense Ciro Gomes para liderar um novo caminho para o Brasil, oferecendo sua figura ao debate nacional. Aécio destacou que Ciro reúne qualificações atualizadas sobre a realidade brasileira e pediu que ele se disponha a encabeçar um projeto do centro democrático, liberal na economia, inclusivo socialmente e responsável na gestão pública, diante do quadro sucessório “pobre” e da falta de um projeto de futuro no país.

 

Pré-candidato no Ceará

Ciro Gomes manifestou surpresa e honra com a convocação do PSDB que ajudou a fundar, mas pediu tempo para amadurecer a decisão com sua comunidade no Ceará. Ele justificou a hesitação pela “grave crise econômica”. Pré-candidato ao governo do Ceará, com apoio do PL e dos bolsonaristas, Ciro Gomes criticou o que, segundo ele, “um terço das empresas estão à beira da falência” e “82 milhões de pessoas têm nome sujo no SPC”.

 

Decisão pendente

Ciro afirmou que não descarta aceitar o convite para concorrer mais uma vez ao Planalto, mas também não pode aceitá-lo prontamente por seus deveres com a sua pré-candidatura no Ceará. Mas, ao final da conversa com jornalistas, comentou: “o Brasil é muito maior do que a soma de Lula e Bolsonaro”. 

 

Embaralhada política

Em meio a jogada de Aécio, Cid intensifica presença ao lado do governador cearense Elmano de Freitas (PT). (Foto: Divulgação / Secom-Gov-CE)

Com o convite de Aécio a Ciro Gomes para liderar uma alternativa presidencial do “Centro Democrático”, tentando tirá-lo da disputa pelo governo do Ceará, vem casada com manifestações da Faria Lima, que querem um nome viável e alternativo a Flávio Bolsonaro (PL) para enfrentar o presidente Lula (PT). Aécio age para embaralhar tanto a disputa presidencial quanto as alianças estaduais, abrindo espaço para uma candidatura de centro.

 

Cid Gomes no lugar

Paralelamente, Aécio trabalha para que o senador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro e rompido politicamente desde 2023, rompa também com a aliança estadual do PT no Ceará e seja o candidato a governador no lugar de Ciro. Outro nó da articulação é a tentativa de fechar aliança em Minas Gerais com o senador Rodrigo Pacheco (PSB) – apoiado por Lula – para o governo estadual, fortalecendo o PSDB e tendo ele como candidato ao Senado.

 

Lula contra-ataca

Para evitar que Cid Gomes rompa com o PT cearense, o presidente Lula convenceu o deputado José Guimarães (PT-CE) a desistir da candidatura ao Senado e da reeleição à Câmara, onde foi o mais votado em 2022, abrindo mão de sua vaga para que Cid pudesse concorrer na chapa petista à reeleição ao Senado. Em troca, Guimarães assumiu a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência.

 

Solução para endividamento agrícola

A solicitação dos parlamentares agora é para que a pasta da Agricultura também reforce essa articulação dentro do próprio Executivo. A proposta pode disponibilizar aproximadamente R$ 30 bilhões para a linha de financiamento, no entanto, o valor já é visto como insuficiente para o atual nível de endividamento. (Foto: Divulgação / FPA)

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se reuniu nesta terça, 14, com o novo ministro da Agricultura, André de Paula, e apresentou pleitos para socorrer produtores rurais. Custos elevados, commodities desvalorizadas e financiamentos caros formaram uma “tempestade perfeita” que aumenta o endividamento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que os R$ 30 bilhões previstos no PL 5122 de 2023 já são insuficientes para o tamanho do problema.

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Fundo Social

O projeto, de autoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE), utiliza o Fundo Social para criar uma linha de crédito específica de repactuação de dívidas rurais. Em tramitação no Senado com relatoria de Renan Calheiros (MDB-AL), a vice-presidente da FPA, senadora Tereza Cristina (PP-MS), articulou encontro com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para avançar a proposta. A FPA pediu apoio institucional do governo.

 

Lista de pleitos

A FPA entregou ofício com 15 itens, incluindo: revisão de restrições ao crédito rural baseadas no Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (PRODES); ampliação do Plano Safra; renegociação de dívidas; participação em negociações com a União Europeia; revisão de normas sobre rastreabilidade e drones. O ministro André de Paula concordou em manter encontros periódicos com a bancada. Deputados cobraram “salvar o produtor rural” e revisar regras do PRODES que dificultam acesso ao crédito.

 

Articulação no Senado garante R$ 1 bi a MS

Riedel destacou a articulação feita por Nelsinho, que mobilizou rapidamente os três senadores do estado. (Foto: Divulgação / Assessoria)

O senador Nelsinho Trad (MS) levou o governador Eduardo Riedel (PP) ao plenário do Senado para antecipar a votação de um financiamento de R$ 1 bilhão (U$ 200 milhões) junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), com garantia da União, para o estado do Mato Grosso do Sul (MS).

 

Prazo apertado

A matéria será deliberada no plenário nesta quarta-feira, 15, dispensando a apreciação da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para não perder o prazo, que se esgotaria no próximo dia 20. O financiamento, negociado há dois anos, teve a autorização do governo federal assinada na terça, 14, permitindo o envio ao Congresso dentro de prazo limitado.

 

Destinação dos recursos

O R$ 1 bi será aplicado na recuperação de rodovias estaduais, manutenção de longo prazo, melhoria da segurança viária e adequação a condições climáticas. A previsão é beneficiar até 1,8 mil quilômetros de estradas, especialmente no Vale do Ivinhema. O recurso é esperado há dois anos e, sem a votação até domingo, o Estado perderia o acesso ao financiamento.

 

300 anos de Fortaleza

O presidente Leo Couto destacou o papel do vereador como o político mais próximo do povo na sessão que celebrou os 300 anos da Câmara Municipal da capital cearense. (Foto: Reprodução / CMF)

A Câmara Municipal de Fortaleza realizou sessão solene na noite de terça, 14, em comemoração aos 300 anos da cidade e do Legislativo municipal, fundados em 13 de abril de 1726, com homenagens ao prefeito Evandro Leitão (PT) e 12 ex-presidentes da Casa, entre eles Gardel Rolim, Salmito Filho, Tin Gomes e José Sarto. A sede da CMFor retornará ao Centro de Fortaleza após permuta aprovada em março de 2025.

 

Evolução histórica

A primeira Câmara era formada por “homens bons” da elite local, eleitos por voto restrito a quem possuía bens. A primeira vereadora foi Maria de Jesus Melo, em 1936. Durante a Ditadura Militar (1964-1985), houve perda de autonomia. Em 1990, a Lei Orgânica do Município foi promulgada pelos vereadores, considerada a “Constituição de Fortaleza”.

 

Mulheres e avanços

Atualmente, 9 das 43 cadeiras são ocupadas por mulheres. Em 2023, foi criada a Procuradoria Especial da Mulher, comandada por uma vereadora a partir de 2025. Em 2025, o Plano Diretor Participativo foi atualizado, ampliando a proteção ambiental para 10.500 hectares e elevando as Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) de 45 para 87.

 

Rotas turísticas goianas

Goiás terá ainda rota ecológica e turismo de observação de aves. O Calendário 2026 inclui Expoturismo. (Foto: Will Rosa / Alego)

A Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa de Goiá (Alego), presidida pelo deputado Ricardo Quirino (Republicanos), aprovou projetos que criam rotas de turismo rural e ecológico em Goiás. Entre eles, a Política Estadual de Trilhas Digitais e Turismo Interativo, com uso de QR codes; a Rota da Cana; a Política de Apoio a Trilhas e Rotas Ecológicas (Gomide); e a Rota Turística de Formosa. Todas foram acolhidas sem manifestação contrária.

 

Novas rotas

Foram distribuídos para relatoria outros projetos: Rota do Turismo Agropecuário e Programa de Turismo de Observação de Aves do Cerrado; Programa Emprega Turismo Goiás; Rota Turística Terra Ronca; e Política de Incentivo ao Turismo Aquático. A comissão também divulgou o calendário de eventos de 2026, incluindo Expoturismo Goiás e feiras internacionais.

 

Impacto econômico

O presidente do colegiado, Ricardo Quirino, ressaltou o esforço conjunto para promover o turismo como atividade econômica relevante no estado. As iniciativas visam valorizar o patrimônio natural, histórico e cultural goiano, além de fomentar o desenvolvimento regional. Não há condenados mencionados no material.

 

Cobrança à União

TCE-SC cobra que Estado e municípios exijam da União R$ 2 bilhões por gastos judiciais na saúde – só R$ 609 mi foram ressarcidos até 2025. Em 2024, a conta ficou em R$ 749 mi, 9,3% do orçamento da Saúde. (Foto: Divulgação / TCE-SC)

O Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC) recomendou que o Estado e os municípios intensifiquem a cobrança por ressarcimento integral e imediato, junto ao Ministério da Saúde, dos valores gastos com demandas judiciais na saúde. Dados até setembro de 2025 mostram R$ 609,57 milhões cobrados de uma estimativa de R$ 2 bilhões a serem ressarcidos até 2026. O relator apontou entraves burocráticos da União, como exigência de notas de empenho sem campo específico na plataforma InvestSUS, e falta de transparência.

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Números expressivos

Em 2024, o desembolso com decisões judiciais na saúde catarinense foi de R$ 749 milhões, equivalentes a 9,3% do orçamento da Secretaria da Saúde (R$ 8 bilhões). O banco de dados registrava 16.408 pacientes que recorreram à via judicial – 0,2% da população de 8,2 milhões. O TCE-SC constatou que, das recomendações feitas, 44,44% foram implementadas, 25,93% parcialmente e 29,63% não implementadas.

 

Implementação fraca

Entre as oito ações implementadas estão o aprimoramento do cadastro de falecidos e do sistema de gestão de medicamentos judiciais. Quatro estão parcialmente implementadas, incluindo controles para detecção de irregularidades e nova sistemática de estoque. Cinco não saíram do papel, como a política de gestão de estoque e o sistema para o Núcleo de Apoio Técnico do Judiciário (NAT-JUS). O TCE determinou comunicação ao TCU para providências sobre o ressarcimento integral.

 

Entrega de moradias em Porto Velho

Prefeito Léo Moraes celebra retomada de obras paralisadas do programa Minha Casa Minha Vida entre prefeitura, estado e governo federal. (Foto: Divulgação / PMPV)

Nesta quinta-feira, 16, 592 famílias de Porto Velho (RO) recebem as chaves da casa própria nos residenciais Porto Madero V (288 unidades) e Porto Madero II (304 unidades), na zona Leste da capital. A entrega é fruto da integração entre o programa Minha Casa Minha Vida e os esforços conjuntos da Prefeitura de Porto Velho, do governo de Rondônia e do governo federal. O processo incluiu sorteio de endereços em junho de 2025 e vistorias técnicas rigorosas.

 

Retomada de obras

A atual gestão enfrentou o problema recorrente de obras paralisadas e conseguiu concluir os empreendimentos, evidenciando que, com prioridade e organização, é possível tirar projetos do papel. O prefeito Léo Moraes (Podemos) destacou o impacto social da entrega, ressaltando que a moradia é um dos pilares da qualidade de vida. A ação representa a retomada de políticas públicas que impactam diretamente a vida de quem mais precisa.

 

Simbolismo e futuro

A entrega simboliza o fim de um ciclo de espera para centenas de famílias e o início de uma nova realidade. O prefeito convidou toda a população para o evento, afirmando que o poder público segue focado na qualidade de vida dos porto-velhenses. Política pública eficiente, segundo a prefeitura, é aquela que sai do discurso e chega à porta das pessoas. Não há condenados mencionados no material.

 

Café sustentável

Com R$ 1,6 bilhão do BDMG em cinco anos, cafeicultores mineiros investem em solo vivo, biológicos e exportam para Europa e EUA. (Foto: Divulgação / Bom Jardim Estate Coffee)

Nos últimos cinco anos, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) liberou mais de R$ 1,6 bilhão em financiamentos exclusivamente pela linha Funcafé para produtores de café. Minas Gerais, líder nacional na produção do grão, celebrou o Dia Mundial do Café (14/4) com destaque para o apoio do banco também por meio do programa BDMG LabAgrominas, que financia a transição para a agricultura regenerativa em parceria com cooperativas de crédito.

 

Práticas sustentáveis

Cafeicultores têm adotado técnicas regenerativas como cobertura do solo, uso intensivo de matéria orgânica e defensivos biológicos. Com isso, as fazendas passaram de 40 para 300 hectares cultivados, com média de 45 sacas por hectare, conquistou certificações e mercados europeu e norte-americano. Outro exemplo é a Bom Jardim Estate Coffee, também financiada pelo BDMG, que produz 50 sacas por hectare inteiramente para exportação.

 

Exportação garantida

As propriedades vem investindo em irrigação, colheita mecanizada e compostagem orgânica, elevando a qualidade do grão – especialmente a variedade bourbon amarelo. O presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, afirmou que o banco quer ampliar os financiamentos para cafeicultores que adotam técnicas sustentáveis. A produção regenerativa abre portas no mercado internacional, com produto de origem controlada e alta valorização. Não há condenados mencionados no material.

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