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EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) que as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) passarão a ser classificadas como “terroristas globais especialmente designados” e também como “organizações terroristas estrangeiras”. A medida foi divulgada um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Segundo o governo dos EUA, o PCC e o CV estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e são responsáveis por ataques contra policiais, autoridades públicas e civis. Em comunicado, os americanos afirmaram ainda que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da América Latina e os próprios Estados Unidos.

A classificação como “Terroristas Globais Especialmente Designados” permite o congelamento de ativos sob jurisdição norte-americana e tem efeito imediato. Já a inclusão na lista de “Organizações Terroristas Estrangeiras” deve ocorrer oficialmente em 5 de junho, após comunicação formal ao Congresso dos EUA. A medida cria base legal para abertura de processos criminais relacionados aos grupos.

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Em publicação nas redes sociais, Marco Rubio afirmou que o governo Donald Trump continuará utilizando “todas as ferramentas disponíveis” para combater organizações criminosas e “cortar financiamento e recursos de narcoterroristas”. O governo americano também declarou que a decisão reforça o compromisso da administração em desmantelar cartéis e facções criminosas na região.

Nos bastidores, o governo Lula tentou evitar a classificação. A avaliação do Palácio do Planalto é que a medida pode abrir margem para ações mais duras dos Estados Unidos. Em maio de 2025, o governo brasileiro já havia rejeitado pedido semelhante feito por autoridades americanas. Na ocasião, o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, afirmou que PCC e CV não se enquadram na definição de terrorismo prevista na legislação brasileira, por não possuírem motivação ideológica, política ou religiosa, sendo classificados no país como organizações criminosas.

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