O governo da Colômbia anunciou nesta segunda-feira (13) um plano para reduzir a população de hipopótamos descendentes dos animais levados pelo narcotraficante Pablo Escobar nos anos 1980. A medida, liderada pela ministra do Meio Ambiente Irene Vélez, prevê o sacrifício de 80 animais como forma de conter o crescimento descontrolado da espécie, considerada invasora.
De acordo com o governo, a população já chega a cerca de 169 hipopótamos e pode ultrapassar mil até 2035 sem controle. Concentrados na bacia do rio Magdalena, os animais causam impactos ambientais, como contaminação da água, destruição da vegetação e ameaça a espécies nativas, além de riscos à população local devido ao comportamento agressivo.
O plano, com investimento de 7,2 bilhões de pesos colombianos (cerca de R$ 10 milhões), inclui também a tentativa de transferir parte dos animais para zoológicos e santuários no exterior. No entanto, dificuldades como alto custo e baixa diversidade genética dos hipopótamos têm dificultado acordos internacionais, levando o governo a priorizar a eutanásia como medida emergencial.
A decisão gerou críticas de defensores dos direitos dos animais, enquanto autoridades afirmam que a ação segue critérios técnicos. Os hipopótamos, que viviam na antiga Fazenda Nápoles de Escobar, se tornaram a única população selvagem da espécie fora da África, sem predadores naturais e com crescimento acelerado, causando desequilíbrios no ecossistema colombiano.


















