Candidata a vice-governadora na chapa de Otaviano Pivetta, Gisela Simona (União) afirmou que a própria trajetória de vida influencia a forma como pretende atuar na administração pública. Em entrevista ao PodTudo, da RDM, ela relembrou a infância em uma família numerosa e disse que aprendeu desde cedo a “acolher o outro” e enxergar a dor das pessoas.
Segundo Gisela, os ensinamentos dos pais também foram decisivos para sua formação. “Meninas, se vocês quiserem ser alguém nessa vida, estudem muito, trabalhem muito, honrem o nome de vocês, que é isso que vai abrir portas e oportunidades para cada uma de vocês”, relembrou sobre o conselho recebido do pai.
Ela contou ainda que a própria história da mãe foi marcada por esforço. Vinda de uma família simples, a mãe atravessava o rio Cuiabá de canoa para estudar e chegou a economizar um único par de sandálias durante o ano. Para Gisela, essas experiências mostram que “nada é fácil, mas a gente pode conseguir”.
A candidata afirmou que pretende transformar essa experiência em uma atuação mais próxima da população. “Nós precisamos humanizar a gestão”, disse, ao defender que os investimentos estruturais sejam acompanhados de políticas voltadas diretamente às pessoas.
Na avaliação de Gisela, a saúde deve estar entre as principais prioridades. “Nós precisamos cuidar das pessoas”, afirmou, citando também mulheres, idosos, pessoas com deficiência, neurodivergentes, crianças e adolescentes como públicos que precisam de atenção nas políticas públicas.
Ao falar sobre a composição da chapa com Otaviano Pivetta, Gisela disse que deixou claro que não queria ser apenas uma vice. “Eu quero ir, mas eu quero trabalhar”, afirmou. Segundo ela, a intenção é participar efetivamente da gestão e contribuir nas decisões do governo.
Gisela também relembrou sua experiência no Procon, onde ficou conhecida pelo atendimento direto à população. “Eu considero o Procon não como só um balcão de reclamação, mas um pronto-socorro da cidadania”, declarou, ao citar casos de consumidores que procuravam ajuda para resolver problemas com água, energia e outros serviços.
Para Gisela, a trajetória pessoal e profissional é justamente o que pretende levar para a nova etapa política. “A dor que eu vivi na infância, na minha adolescência de superação, ela vem agora para poder fazer com que outras pessoas sofram menos”, afirmou.
Veja entrevista na íntegra:

































