MATO GROSSO

Pastora é acusada de intermediar armas e dinheiro para facção em MT

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A pastora Orminda Carlos de Barcelos Almeida, denunciada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), é apontada pelo Gaeco como integrante de um núcleo familiar ligado ao Comando Vermelho e investigado por lavagem de dinheiro. Segundo a acusação, ela mantinha contato com presos e integrantes da facção em liberdade, era chamada de “mãe” por detentos e também teria intermediado a venda de armas.

De acordo com a denúncia, cartas enviadas pelos presos Júlio, Júnior e Escobar chamavam Orminda de “mãe” e continham pedidos para que ela guardasse dinheiro e levasse objetos para dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE). O MP afirma ainda que ela e a filha Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida usavam o grupo de evangelização “Resgatando Vidas” para ter acesso a detentos de diferentes raios da unidade.

As investigações também identificaram imagens de Orminda com armas de fogo que, segundo o Gaeco, estariam vinculadas à organização criminosa. Em uma conversa com a filha, em 5 de novembro de 2024, ela teria dito que iria ao sítio da família buscar uma arma para posterior comercialização. A denúncia também atribui à pastora participação na movimentação de valores supostamente provenientes de atividades ilícitas.

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A denúncia foi apresentada à 7ª Vara Criminal de Cuiabá em 11 de setembro e também alcança Rhavenna, Renildo da Silva Rios, Rhuan Barcelos da Conceição, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi. Rhavenna, Renildo e Orminda foram denunciados por integração de organização criminosa e lavagem de dinheiro; os demais respondem por lavagem. Nivaldo de Almeida, marido de Orminda e pai de Rhavenna, também citado na investigação, não foi denunciado devido à morte dele, em 5 de setembro de 2026.

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