Por pouco, um erro burocrático não colocou em risco a candidatura de Sargento Laudicério ao Governo de Mato Grosso. A Justiça Eleitoral decidiu validar o registro do Agir e liberar a chapa para a disputa pelo Palácio Paiaguás. A decisão foi tomada pelo desembargador Marcos Machado.
O problema começou quando o partido apresentou o DRAP, documento necessário para registrar a chapa, depois das 19h do dia 15 de agosto, prazo limite estabelecido pela Justiça Eleitoral. Diante do atraso, Laudicério e o vice, Alex Pedde, recorreram a registros individuais para tentar preservar o direito de disputar a eleição.
Na sequência, o Agir apresentou um segundo DRAP para regularizar a situação e vincular oficialmente a legenda às candidaturas escolhidas em convenção. Foi esse novo procedimento que abriu o caminho para a candidatura ser reconhecida pela Justiça.
O desembargador entendeu que o primeiro pedido estava fora do prazo e, por isso, não poderia ser aceito. Entretanto, avaliou que o segundo DRAP foi apresentado dentro de uma possibilidade prevista na legislação e poderia dar suporte aos registros individuais dos candidatos.
O Ministério Público Eleitoral também se posicionou pela liberação da candidatura. Segundo o parecer, Laudicério cumpriu as condições de elegibilidade, apresentou a documentação necessária e não havia impedimento jurídico para sua participação na eleição.
Na decisão, Marcos Machado também afastou a possibilidade de o episódio representar uma divisão dentro do Agir. Para o magistrado, os dois procedimentos foram uma tentativa de corrigir o problema provocado pelo atraso no primeiro protocolo, e não sinal de racha interno.
Com a decisão, Sargento Laudicério está liberado para seguir na corrida pelo Governo de Mato Grosso. O que começou como um erro de protocolo, capaz de ameaçar a candidatura, terminou com a Justiça reconhecendo a validade do segundo procedimento apresentado pelo partido.































