MATO GROSSO

Vânia diz sofrer “violência institucional” e promete lutar por mais espaço na gestão de Cuiabá

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A vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa (Novo), voltou a criticar as limitações impostas ao exercício de sua função na gestão municipal e afirmou que pretende atuar para corrigir falhas legais que, segundo ela, impedem o pleno desempenho do cargo para o qual foi eleita. Para Vânia, a exclusão sistemática de suas atribuições configura uma forma de “violência institucional” e fere os princípios da representatividade democrática.

“Esse esvaziamento de poder também é uma forma de violência. Acredito que sim. E é por isso que eu luto tanto para poder representar. E, antes de tudo, representatividade é ter espaço de poder, é poder fazer, é poder trabalhar”, afirmou a vice-prefeita em entrevista concedida esta semana na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Em seu primeiro mandato eletivo, Vânia acumula episódios de embate com o prefeito Abilio Brunini (PL), que a retirou de duas secretarias e a expôs em uma situação divulgada nas redes sociais que acabou virando caso de polícia. A relação tensa resultou em restrições à sua atuação em agendas oficiais e administrativas, conforme decreto assinado pelo chefe do Executivo municipal.

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Apesar do cenário, a vice-prefeita afirmou que pretende dedicar o restante do mandato à revisão da legislação que limita o papel institucional do cargo. “Sou muito legalista, sei o que é cumprir a lei. E, se legitimamente eu não tenho esse espaço funcionalmente dentro da Lei Orgânica ou da estrutura da Prefeitura, é uma falha que quero buscar corrigir”, disse. Vânia ressaltou ainda que a luta vai além de um projeto pessoal: “É uma construção não para mim, mas para quem vier depois e em respeito àquelas que passaram e construíram o caminho para eu estar aqui”.

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