O Brasil deve colher 361,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, segundo estimativa divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (15). No mesmo dia, o IBGE projetou 352,9 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. Apesar das diferenças metodológicas, os levantamentos apontam crescimento da produção e da área cultivada, com a soja como principal responsável pelo avanço.
Pela Conab, a produção será 2,6% maior que a do ciclo anterior e representa um novo recorde. A soja deve alcançar 180,4 milhões de toneladas, alta de 5,2%, enquanto o milho chegará a 144 milhões de toneladas, avanço de 2%. Também se destacaram o sorgo, cuja produção cresceu 20,4%, e o algodão, que atingiu recorde de 4,14 milhões de toneladas de pluma. Em sentido contrário, arroz e trigo registraram quedas de produção.
Para a próxima temporada, a Conab estima nova alta, com 366,6 milhões de toneladas na safra 2026/27 e área cultivada de 85,3 milhões de hectares. A soja poderá atingir 181,6 milhões de toneladas e o milho, 148 milhões. A expansão ocorre em um cenário de maior demanda interna, impulsionada por setores como produção de carnes e etanol de milho, além do mercado externo.
O avanço da colheita, porém, aumenta a necessidade de armazenagem, transporte e planejamento comercial. A transformação do recorde de produção em resultado econômico dependerá das cotações, dos custos, do crédito, do seguro rural e da capacidade de escoamento. Com uma produção que já supera 350 milhões de toneladas, o desafio passa a ser garantir infraestrutura e mercado para absorver o crescimento da oferta.




















