A missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida é acusada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) de manter relacionamentos amorosos com dois integrantes do Comando Vermelho em períodos diferentes. Segundo a denúncia, ela se relacionou com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, enquanto ele estava foragido, e com Renildo Silva Rios, o “Chapa”, que estava preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
Conforme a investigação, Rhavenna viajava ao Rio de Janeiro para encontrar “Batman” e mantinha contato frequente com ele. O Gaeco afirma que ela tinha conhecimento de que o criminoso estava foragido e cita mensagens, fotos extraídas do iCloud e registros de viagens para sustentar a relação. A denúncia também aponta que ela teria recebido valores enviados por Jonas durante o período em que ele permanecia escondido.
Rhavenna também é acusada de manter relacionamento com Renildo, apontado pelo Gaeco como integrante da facção e ocupante da função de “conselheiro final”. Segundo a denúncia, foram encontradas fotos íntimas, conversas por vídeo e registros de presentes, como joias, flores e um veículo. O Ministério Público sustenta ainda que valores e bens recebidos por ela fariam parte da movimentação financeira atribuída ao núcleo familiar.
A denúncia afirma que Rhavenna e outros cinco investigados são acusados de crimes relacionados à organização criminosa e lavagem de dinheiro. O MP também aponta que a família tinha acesso ao sistema penitenciário por meio da equipe de evangelização “Resgatando Vidas”, o que teria facilitado contatos, transporte de objetos e mensagens. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, e o pai de Rhavenna, Nivaldo de Almeida, citado na investigação, não foi denunciado em razão de sua morte, em 5 de setembro de 2026.


















