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Apagões, desvios de terra e mar agitado: SC entre os extremos de mobilidade e risco

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Santa Catarina se despiu hoje de certezas: apagões nacionais atingem nosso sono; uma máquina tombou sobre casas em Floripa; o mar rugiu com força expressiva na orla.

Num dia de contrastes, os desafios se impõem — entre infraestrutura, segurança urbana e preparo costeiro. Governar bem não será apenas manter luz e estrutura: será antecipar riscos e evitar colapsos.

Apagão nacional deixa 88 mil unidades sem luz em SC

Na madrugada de hoje, uma falha no Sistema Interligado Nacional provocou apagão que atingiu várias regiões do Brasil — e Santa Catarina não ficou fora. 

No estado, cerca de 88 mil unidades consumidoras ficaram sem energia por mais de uma hora. 

Moradores de Balneário Camboriú, Navegantes e outras cidades relataram a interrupção; a concessionária Celesc afirmou que o desligamento automático ocorreu via Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC), após explosão de reator em subestação no Paraná. 

O episódio expõe vulnerabilidades do sistema elétrico nacional — e do catarinense. É hora de repensar resiliência, redundância e investimentos estratégicos, especialmente em áreas isoladas.

Deslizamento em área urbana: máquina tomba e atinge residências

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No centro de Florianópolis, uma máquina de obras tombou durante movimentação de terra em um terreno instável, atingindo duas casas e um carro. 
O incidente ocorreu na Rua José Boiteux por volta das 10h40. Felizmente, não houve feridos, mas os danos estruturais e o risco de novos desabamentos preocupam autoridades locais. 

Bombeiros atuaram no local, controlando vazamentos e isolando a área. Agora cabe à Defesa Civil apurar causas e definir risco para imóveis vizinhos. 

O episódio é sinal de alerta: obras urbanas em terreno sujeito a instabilidades demandam controle rigoroso — e não improvisos.

Mar agitado: atenção na orla entre Floripa e litoral sul

A Defesa Civil de SC divulgou observação marítima para hoje: ondas entre 2,0 e 2,5 m, vindas de leste-sudeste, com risco moderado para navegação, erosão costeira e atividades marítimas. 

A faixa de mar agitado se concentra entre a Grande Florianópolis e o litoral Sul. 
Esse cenário reforça conclusões recentes: o litoral precisa de monitoramento constante, planejamento de proteção costeira e estratégias de mitigação para eventos extremos, cada vez mais frequentes.

Investimentos em prevenção de riscos para desastres ganham reforço

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Paralelamente à emergência do dia, o governo estadual anunciou ampliação de recursos em prevenção e gerenciamento de desastres, consolidando SC como referência nacional nessa área. 

A iniciativa fortalece exercícios de planejamento, mapeamento de risco, drenagem urbana e zeladoria de encostas, mas depende de execução local criteriosa para fazer diferença real.

Operação aérea reforça fluxo no verão: mais 86 mil assentos em SC

Antecipando a alta temporada, uma empresa aérea anunciou disponibilização de 86 mil novos assentos em voos que conectam SC a outros destinos. 

O reforço visa ampliar acesso e promover turismo, especialmente nos meses com melhor clima.

O risco: aeroporto lotado, infraestrutura aeroportuária sobrecarregada e logística terrestre desalinhada podem tornar o anúncio promissor apenas oco.

EM RESUMO:

Hoje SC sofreu com falhas de energia nacionais, viu terra escorregar sobre residências e enfrentou o mar em fúria moderada.

Entre colapsos pontuais e medidas estruturais, o desafio permanece: coordenar resposta rápida e investir na prevenção, para que emergências deixem de ser rotina.

Num estado costeiro, construir infraestrutura é tão urgente quanto aprender a conviver com a instabilidade natural.

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