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Bastidores do poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Procuradoria-Geral da República, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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BR-242 avança

 

Após mais de dez anos de impasses, Ibama dá sinal verde para avanço do licenciamento da BR-242 em Mato Grosso. (Foto: Reprodução / Wikipedia)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encaminhou ofício ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na última quarta, 15, solicitando a atualização do Plano de Comunicação Social para realização de audiências públicas e orientando a formalização do pedido de Licença Prévia (LP) da BR-242.

 

Viabilidade ambiental

O movimento representa o reconhecimento da viabilidade ambiental do traçado locacional, principal entrave técnico do projeto após mais de uma década de impasses. O avanço acontece após negociações que levaram à chamada “Alternativa 6” – traçado que contornou comunidades indígenas do Xingu e foi aceito pelo Ibama.

 

Alternativa 6

A construção da “Alternativa 6” foi viabilizada por diálogo com as comunidades indígenas da região do Xingu, permitindo superar o principal ponto de bloqueio do licenciamento. A BR-242 ligará a BR-163 à BR-158, integrando o Vale do Araguaia. O projeto também está associado às obras de contorno da reserva indígena de Marãiwatsédé na BR-158 e à construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), com terminal multimodal em Água Boa (MT).

 

Obras em 2027

Com a nova etapa, o processo entra na fase de audiências públicas e encaminhamento para a emissão da Licença Prévia, seguida da Licença de Instalação (LI). A expectativa é de início das obras a partir de 2027, com execução entre 2027 e 2029, consolidando a rodovia como um dos principais eixos logísticos de Mato Grosso.

 

Brasil Soberano

Os financiamentos serão concedidos pelo BNDES ou instituições financeiras habilitadas, que assumem integralmente os riscos das operações, sem transferência ao Tesouro Nacional. (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

Em reunião extraordinária nesta quinta, 16, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução que regulamenta novas linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano, com base na Medida Provisória (MP) 1345 de 2026. O objetivo é apoiar empresas brasileiras voltadas ao comércio exterior em contexto de instabilidade econômica internacional.

 

Finalidades e prazos

As linhas destinam-se a capital de giro para empresas de diferentes portes, capital de giro para produção de exportação, aquisição de bens de capital e investimentos produtivos (ampliação de capacidade, inovação tecnológica e adaptação de processos). Os prazos de reembolso chegam a cinco anos com carência de até 12 meses para capital de giro e aquisição de bens; e até 20 anos com carência de até 48 meses para investimentos de maior maturação.

 

Encargos financeiros

As taxas de remuneração das fontes de recursos variam de 2% a 8% ao ano, conforme a finalidade e o porte do beneficiário. A remuneração das instituições financeiras observa limites de mercado, diferenciados por operação direta ou indireta. As condições aplicam-se a pedidos protocolados até 31 de dezembro de 2026. A resolução entra em vigor na data de publicação.

 

Busca por fertilizantes

No encontro, ficou claro que a prioridade é encontrar a estratégia do setor de fertilizantes, como a diversificação de fornecedores e o fortalecimento da produção nacional. A Anda representa mais de 120 associados, de pequenos misturadores a grandes multinacionais. (Foto: Guilherme Martimon / Secom-MAPA)

O ministro da Agricultura, André de Paula, reuniu-se com o presidente do Conselho da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), Elias Lima, para discutir o cenário de fertilizantes diante do cenário da guerra que Israel e EUA promovem contra o Irã, maior produtor mundial de fertilizantes. No encontro, foram abordados ainda a abertura de mercados e bioinsumos.

 

Redução da dependência

O secretário-executivo da pasta ministerial, Cleber Soares, destacou o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), aprovado pelo Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert). Segundo ele, que participou da reunião, o PNF tem como objetivo reduzir a dependência externa do Brasil, que atualmente importa cerca de 85% dos fertilizantes que utiliza.

 

Metas a longo-prazo

A meta é alcançar, até 2050, uma produção nacional capaz de atender entre 45% e 50% da demanda interna, ampliando a competitividade e contribuindo para a segurança alimentar. A iniciativa também prevê o desenvolvimento de soluções tecnológicas adaptadas ao solo e clima tropicais, aumentando a eficiência e reduzindo impactos ambientais.

 

Agro em Bangladesh

Apesar de Bangladesh ser um importante importador do agro brasileiro, o setor de proteínas ainda não estão autorizadas a exportar. (Foto: Divulgação / Secom-MAPA)

Entre 6 e 9 de abril de 2026, o adido agrícola do Brasil em Bangladesh, Silvio Testaseca, organizou 11 reuniões de negócios com lideranças dos setores de avicultura e carne bovina daquele país. O objetivo foi apresentar o sistema produtivo brasileiro, os controles sanitários e a capacidade de oferta do país, mesmo com o mercado bangladês ainda fechado para as proteínas animais brasileiras.

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Mercado fechado

As negociações para abertura do mercado de carne bovina e de frango do Brasil para Bangladesh seguem em andamento. As reuniões ajudaram a esclarecer dúvidas de potenciais compradores e a dar continuidade à construção de relações comerciais. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de proteínas animais, exporta para mais de 180 países e lidera os embarques globais de carne bovina e de frango.

 

Exportações em alta

Bangladesh tem cerca de 173 milhões de habitantes e importou mais de R$ 13,27 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro no último ano, principalmente dos complexos sucroalcooleiro e da soja, além de cereais, farinhas e preparações. A missão reforça a presença brasileira no país asiático.

 

Exportação de miúdos

Vietnã autoriza importação de miúdos bovinos (coração, fígado, rins do Brasil. O país asiático é o 4º maior destino do agro brasileiro. (Foto: Reprodução / Itamaraty)

O governo brasileiro concluiu negociações com o Vietnã para exportação de miúdos bovinos (coração, fígado e rins). O anúncio representa a 592ª abertura de mercado do agronegócio brasileiro desde o início da atual gestão. A medida fortalece o comércio com o quarto principal destino das exportações do agro brasileiro e favorece o aproveitamento integral do animal.

 

Valores comerciais

Em 2025, o Vietnã importou mais de R$ 17,465 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para milho, complexo soja, fibras e produtos têxteis. A abertura amplia as oportunidades para a cadeia bovina de corte nacional.

 

Indicação Geográfica da banana

O próximo passo será organizar o uso da marca e estruturar ações de divulgação para ampliar o reconhecimento do produto junto aos consumidores. (Foto: Divulgação / Secom-MAPA)

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) celebrou a concessão da Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência para a banana do Vale do Ribeira (SP). O reconhecimento foi formalizado na última terça, 14, após processo iniciado em 2020 com apoio técnico do ministério, do Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Microempresas (Sebrae), Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati).

 

Território

A IG abrange 17 municípios da região: Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Iporanga, Itaoca, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro, Ribeira, Sete Barras e Tapiraí. Os produtores são representados pela Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar) e pela CooperCentral do Vale do Ribeira. O selo é concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

 

Sustentabilidade

O Vale do Ribeira, localizado a cerca de 200 quilômetros da capital paulista, combina produção agrícola com preservação da Mata Atlântica e forte presença da agricultura familiar. O presidente da Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar), Augusto Aranha, destacou que o selo consolida a vocação da região para uma agricultura sustentável. 

 

Novos tratores para agricultores capixabas

Equipamentos devem aumentar produtividade e eficiência no campo. (Foto: Divulgação / Secom-MAPA)

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Superintendência no Espírito Santo, entregou 12 tratores agrícolas a 11 municípios capixabas: Cariacica, Divino de São Lourenço, Ecoporanga, Guaçuí, Linhares, Irupi, Iúna, Marilândia, Mimoso do Sul, Montanha e Muniz Freire. A solenidade ocorreu na sexta-feira (17) no pátio da Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Vila Velha.

 

Investimento total

A ação integra o Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq) e representa um investimento total de R$ 1,39 milhão, viabilizado por emendas parlamentares. O objetivo é fortalecer a produção rural, especialmente da agricultura familiar, ampliando a infraestrutura e o apoio mecanizado no campo.

 

Agricultura familiar

O superintendente do MAPA, Guilherme de Souza, destacou que os equipamentos contribuem para o aumento da produtividade e melhoria das condições de trabalho no meio rural, garantindo mais eficiência nas atividades e promovendo o desenvolvimento das regiões atendidas.

 

Gestão compartilhada

Vista da Lagoa Mirim, recurso hídrico essencial para Brasil e Uruguai. (Foto: Rodrigo Hanna / Secom-MIDR)

Brasil e Uruguai realizaram oficina binacional em Pelotas (RS) nos dias 15 e 16 de abril para discutir a versão preliminar da Análise Diagnóstica Transfronteiriça (ADT) da bacia da Lagoa Mirim. O documento servirá de base para o Plano de Ação Estratégica (PAE), que orientará a gestão conjunta das águas, abrangendo qualidade hídrica, vulnerabilidade climática, governança, uso do solo, sustentabilidade da pesca e da produção agropecuária.

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Equilíbrio hídrico

O projeto é liderado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e pela Direção Nacional de Águas do Uruguai (Dinagua), com assistência técnica da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e parceria operacional da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel). O Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) aportou R$ 24,2 milhões para ajudar no controle da salinidade e equilíbrio hídrico.

 

Lagoa estratégica

A Lagoa Mirim, segunda maior lagoa do Brasil, é estratégica para a agricultura irrigada, a pesca artesanal e o abastecimento de água na região Sul. A gestão compartilhada entre os dois países visa garantir práticas sustentáveis e integração institucional. O projeto reforça a cooperação binacional e a importância do manejo baseado em conhecimento técnico e participação social.

 

Novos trechos da Adutora do Agreste

Ampliação da Adutora do Agreste leva água a mais de 1,3 milhão de pessoas em Pernambuco. Intervenções incluem a implantação de sistemas de adução e estação elevatória e ampliam a oferta de água em PE. (Foto: Reprodução / Compesa)

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) autorizou o início das obras dos lotes 3B (Buíque/Iati) e 5E (São Caetano/Cachoeirinha) da Adutora do Agreste Pernambucano, no âmbito do projeto Caminho das Águas e do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As intervenções incluem implantação de sistemas de adução e estação elevatória. Os dois trechos somam R$ 72,4 milhões em investimentos.

 

Benefícios diretos

Os lotes 3B e 5E beneficiarão cerca de 195 mil pessoas. O lote 3B, que terá um custo de R$ 27,1 milhões, atenderá Buíque, Tupanatinga, Itaíba, Águas Belas e Iati. O lote 5E, ao custo de R$ 45,3 milhões, atenderá Cachoeirinha. A primeira etapa da adutora terá 695 quilômetros e capacidade para abastecer mais de 1,3 milhão de habitantes em 23 municípios. A obra é uma das principais ações de segurança hídrica do estado.

 

Água doce

Paralelamente, o Programa Água Doce já implantou 92 sistemas de dessalinização em Pernambuco, com investimento global de R$ 53 milhões. Mais 48 sistemas serão inaugurados, beneficiando 17 mil pessoas em municípios como Águas Belas, Iati, Manari e outros. O conjunto de investimentos em infraestrutura hídrica em Pernambuco ultrapassa R$ 2,6 bilhões.

 

Marco regulatório da ANTT

ABRATI comemora decisão do STF: “segurança jurídica e isonomia”. (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, atendeu em parte as demandas da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) ao suspender decisões que determinavam a análise de pedidos administrativos com base em normas já revogadas. A medida, deferida na suspensão de segurança 5714, reforça a prevalência do marco regulatório vigente no transporte rodoviário interestadual de passageiros e prestigia a atuação técnica da ANTT.

 

Circuito fechado

A decisão reforça a legalidade do chamado “circuito fechado” e sinaliza que o transporte coletivo interestadual deve operar dentro de balizas regulatórias claras, estáveis e tecnicamente definidas, não por “remendos judiciais” que reabrem portas para distorções concorrenciais. O STF atua em favor da segurança jurídica, da coerência regulatória e da isonomia entre os operadores regulados, barrando tentativas de empresas e associações que buscam desorganizar o sistema sem intenção de operar regularmente.

 

Apoio do setor

A Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (ABRATI) elogiou a decisão, afirmando que o STF reforça a segurança jurídica e a isonomia entre os operadores do setor. Ao suspender decisões que usavam normas revogadas, o tribunal prestigia a atuação técnica da ANTT. Não há condenados mencionados no material.

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