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Projetos parados na saúde de SC geram prejuízo milionário e reacendem debate sobre gestão

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Complexo hospitalar e Instituto de Cardiologia são alvo de críticas após falta de continuidade

 

A situação da saúde pública em Santa Catarina voltou ao centro do debate político após críticas à paralisação de projetos estruturantes na Grande Florianópolis. O tema foi levantado pelo ex-governador Carlos Moisés, que utilizou suas redes sociais para apontar impactos da falta de continuidade das obras iniciadas em sua gestão.

 

Entre os principais pontos está o Complexo Hospitalar de Santa Catarina, projeto criado durante o governo Moisés e aprovado com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento. A estrutura fazia parte de um plano de reestruturação da rede hospitalar da região e previa ampliação significativa da capacidade de atendimento.

 

Segundo o ex-governador, a não continuidade da iniciativa pelo atual governo resultou, inclusive, em penalizações financeiras ao Estado, estimadas em cerca de R$ 5 milhões, em função de compromissos firmados junto ao BID.

 

 

Ampliação de leitos e reorganização da rede

 

O Complexo Hospitalar estava projetado para ser concluído até o fim de 2025 e incluiria a criação de mais de 70 leitos neonatais, além da reorganização de unidades como o Hospital Governador Celso Ramos e o Hospital Nereu Ramos, que seriam incorporadas à nova estrutura.

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A proposta também previa a ampliação do Hospital Infantil Joana de Gusmão, com um modelo mais moderno e humanizado de atendimento pediátrico.

 

 

Instituto de Cardiologia e impacto regional

 

Outro projeto citado é o novo Instituto de Cardiologia, cuja licitação chegou a ser lançada, mas foi posteriormente cancelada. A unidade seria transferida para uma nova estrutura, ampliando a capacidade do Hospital Regional de São José.

 

A mudança incluiria uma ala pediátrica mais robusta, com potencial para reduzir a pressão sobre o Hospital Infantil e reorganizar o fluxo de atendimentos na região, com impacto estimado em mais de 150 leitos.

 

 

Estrutura atual e desafios

 

Enquanto os novos projetos não avançam, hospitais tradicionais seguem operando sob pressão. O Hospital Celso Ramos, uma das principais referências do estado, enfrenta há anos limitações estruturais e necessidade de modernização, cenário que reforça a urgência de investimentos na rede.

 

Relatórios e análises da área da saúde indicam que a Grande Florianópolis convive com alta demanda, filas e sobrecarga, especialmente em atendimentos de média e alta complexidade.

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Debate político e modelo de investimento

 

Os projetos previam a utilização de parcerias público-privadas (PPP), com investimentos bilionários da iniciativa privada na infraestrutura hospitalar. A interrupção dessas iniciativas passou a ser alvo de disputa política.

 

De um lado, críticos apontam prejuízos financeiros e atraso na ampliação da rede. De outro, o governo estadual tem defendido a revisão de contratos e a reavaliação de prioridades na saúde.

 

 

Pressão por soluções aumenta

 

Com o crescimento populacional da região e a complexidade dos atendimentos, a pressão por novas estruturas hospitalares tende a aumentar. Especialistas avaliam que, sem expansão da capacidade, o sistema continuará operando no limite.

 

O futuro dos projetos e o modelo de gestão da saúde pública em Santa Catarina devem seguir no centro do debate nos próximos meses, especialmente diante de impactos financeiros já apontados e da demanda crescente por atendimento.

 

 

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