Pacheco no PSB

O senador Rodrigo Pacheco formalizou sua filiação ao PSB nesta última quarta-feira, 1º de abril, em Brasília, em cerimônia com a presença do presidente nacional do partido e ex-prefeito de Recife (PE), João Campos, e do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Governo de MG
O ex-presidente do Senado, que já foi cotado para o Supremo Tribunal Federal (STF), agora se prepara para disputar o governo de Minas Gerais em 2026, com o apoio do presidente Lula. Pacheco destacou a defesa da democracia como “causa da minha vida”.
Frente ampla
Pacheco busca formar uma frente ampla em Minas, que pode incluir o tucano Aécio Neves como candidato ao Senado. A hipótese, porém, enfrenta resistência de parte do PT mineiro como do deputado petista Rogério Correia que afirmou que incluir Aécio na chapa “levaria a um rompimento”.
Aval de Lula
Só que essa possibilidade, já teria sido avalizada pelo próprio presidente Lula e da cúpula petista, que vê no petista Reginaldo Lopes sendo indicado a vice-governador ou ao Senado, favorável ao pragmatismo e à aliança com tucanos, antigos adversários.
Articulações e cenário
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, defende diálogo com Aécio e até mesmo com o senador Cleitinho (Republicanos), caso este não receba apoio dos bolsonaristas, criticando a polarização baseada no “ódio”.
Mega palanque
Agora no PSB, Pacheco ainda negocia atrair a federação União Brasil e PP, além do MDB, partido que o elegeu deputado federal em 2014 e senador em 2018, para sua cada vez mais provável candidatura ao Palácio da Liberdade, com objetivo ter um mega palanque para às eleições.
PT-PSDB se aproximam também em Goiás

A aliança entre PT e PSDB em Goiás, considerada impossível há uma década, está próxima de repetir a situação mineira. Com aval do presidente Lula e da cúpula petista, apesar da insatisfação de setores mais à esquerda do PT.
Conversas
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) retomou conversas com lideranças petistas, incluindo Delúbio Soares e Olavo Noleto, para discutir uma possível coligação. O objetivo é formar um palanque forte para a reeleição de Lula no estado e para Perillo, que pretende retornar ao governo estadual. Goiás tem cinco milhões de eleitores.
Resistências e divisões
A presidenta estadual do PT em Goiás, deputada Adriana Accorsi, resiste à aliança e defende candidatura própria, mas a direção nacional, seguindo orientação de Lula, avalia que a parceria com Marconi pode fortalecer o projeto presidencial. Integrantes do PSDB também veem com bons olhos a união, reconhecendo que Perillo precisa do PT para avançar na disputa contra o governador Leandro Vilela (MDB), que conta com o apoio do ex-governador e pré-candidato ao Planalto, Ronaldo Caiado (PSD).
Cenário eleitoral
Pesquisa Real Time Big Data mostra Marconi em segundo lugar com 24%, atrás de Vilela (MDB) com 34%. A aliança PT-PSDB poderia reorganizar o tabuleiro eleitoral em Goiás, ampliando as chances de uma candidatura competitiva tanto de Perillo ao governo estadual, o que garantiria a Lula um palanque amplo no estado.
Arruda lidera no entorno do DF

Lideranças políticas do entorno do Distrito Federal (DF), incluindo prefeitos, vereadores e ex-dirigentes, declararam apoio ao ex-governador José Roberto Arruda (PSD) para o governo de Brasília, rejeitando a pré-candidatura da atual governadora Celina Leão (PP).
Recall de Roriz
As lideranças do entorno afirmam que Arruda, ao lado do ex-governador já falecido Joaquim Roriz (MDB), foi o que teve um olhar estruturante e integrador para a região, enquanto a gestão de Ibaneis Rocha (MDB), que terminou na última terça-feira, 31 de março, teria governado “de costas” para a região.
Críticas a Celina
Os líderes do entorno temem que Celina Leão repita a postura de Ibaneis, sendo descrita como “elitista, mais Iguatemi do que povão”. Embora admitam que ela não é arrogante como o ex-governador, e avaliam que sua gestão seria voltada prioritariamente para Brasília, em detrimento das cidades-satélites e do entorno.
Expectativa
A expectativa é de que Arruda, se eleito, melhore o sistema de transporte e a integração com cidades como Valparaíso, Luziânia, Novo Gama e Águas Lindas; que apesar de municípios goianos, a maioria de sua população é dependente sócio-economicamente da capital federal.
Histórico positivo
O ex-prefeito de Valparaíso, terceira maior cidade do entorno do DF, Pábio Mossoró (MDB) é um dos entusiastas de Arruda, destacando sua empatia e histórico positivo na relação com a região.
100 mil eleitores
Cerca de 100 mil eleitores de Brasília moram no entorno, o que torna a região decisiva na disputa. Arruda lidera as pesquisas de intenção de voto, e os líderes acreditam que sua eleição representará uma mudança significativa na relação entre o GDF e a região.
Lira dá ultimato a JHC

O ex-presidente da Câmara e pré-candidato ao Senado, Arthur Lira (PP-AL), deu um ultimato ao prefeito de Maceió, JHC (PSDB), para que se posicione sobre a aliança eleitoral. Havia um acordo para que JHC disputasse o governo de Alagoas e sua esposa ocupasse a suplência de Lira ao Senado. Nos últimos dias, porém, o prefeito decidiu lançar a mulher à vaga de senadora, deixou o PL e se filiou ao PSDB para garantir o espaço.
Plano B
Lira não está disposto a abrir mão e já trabalha com um “plano B”: lançar o senador e ex-relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (PL), ao governo do estado. O ex-presidente da Câmara já conta com o apoio da cúpula do PL e articula outras alianças para fechar a chapa, caso JHC, que deve renunciar nesta sexta, 3 de abril, ao mandato de prefeito de Maceió, não cumpra o acordo feito.
Disputa em Alagoas
O martelo ainda não foi batido, e Lira aguarda a definição de JHC. A briga expõe a fragmentação da direita alagoana e pode reconfigurar a disputa pelo governo e pelo Senado no estado. Enquanto JHC aposta no nome da esposa, Lira tenta manter seu projeto político com um candidato próprio ao Palácio República dos Palmares.
Bolsonaristas gaúchos

O deputado federal Luciano Zucco (PL) lançará sua pré-candidatura ao Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, no dia 11 de abril, em Viamão (RS), com a presença do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), além dos pré-candidatos ao Senado, Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo). O evento será realizado no Parque Harmonia, na região metropolitana de Porto Alegre.
Aliança de seis partidos
A aliança que pretende eleger Zucco reunirá, além do PL, a federação União Brasil e Progressistas, Republicanos, Podemos e Novo. A programação começa às 9h com um café voltado ao público feminino e o lançamento do movimento “Gaúchas Pelo Rio Grande”. O ato principal está previsto para às 11h, na Casa do Gaúcho. Zucco destacou a união em torno de uma gestão responsável e eficiente.
Projeto coletivo
Zucco afirmou que o projeto é uma construção coletiva para um Rio Grande do Sul “mais forte, competitivo e novamente protagonista no cenário nacional”. Após o lançamento, os pré-candidatos ao governo, à Presidência e ao Senado atenderão à imprensa. A expectativa é de um encontro que simbolize a articulação e a força política do campo de centro-direita no estado.
Estudo aponta que Proagro exclui 116 mil produtores

Pelo menos 116 mil produtores rurais não aderiram ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) na safra 2024/2025, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Agro). Desde 2023, modificações no programa reduziram despesas, mas excluíram agricultores familiares, pequenos e médios produtores. Cerca de 111,1 mil deles ficaram sem qualquer cobertura de seguro: nem Proagro, nem Seguro Rural (PSR). A pesquisa aponta que as mudanças também afetaram o acesso ao crédito rural, vinculado ao programa.
Críticas de parlamentares
A ex-vice-governadora de Santa Catarina, deputada Daniela Reinehr (PL), criticou as novas medidas que excluíram os produtores: “Não dá para corrigir um problema criando outro ainda maior”. O coordenador da Comissão de Infraestrutura da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Tião Medeiros (PP-PR), afirmou que o governo “investe mal” e não prioriza recursos para a agropecuária.
Metade dos recursos previstos executados
Rafael Pezenti (MDB-SC) disse que, ao expulsar produtores do Proagro, o governo não os absorveu no PSR. Segundo os ruralistas, em 2025, o Executivo federal executou apenas R$ 565,3 milhões dos R$ 1,06 bilhão previstos para o seguro rural.
Pesquisa e alternativas
O estudo da FGV-Agro identificou 530,1 mil beneficiários do Proagro entre 2019 e 2025 (218 mil esporádicos, 261 mil recorrentes e 51 mil multicontratantes). Apenas 9 mil dos 69 mil produtores excluídos não se enquadravam nos novos critérios; os demais não optaram por nenhum seguro. Pesquisadores alertam para “lacuna entre política pública e capacidade de absorção do mercado” e sugerem ampliação da rede de distribuição, produtos adequados ao risco e esforço de aculturamento.
CNPE avança em biocombustíveis

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou resoluções que fortalecem os biocombustíveis no Brasil, ampliando a participação da agricultura familiar e consolidando a agroenergia como eixo estratégico da matriz energética. As medidas estabelecem diretrizes para ampliar o uso de combustíveis renováveis, aumentar a previsibilidade regulatória e reforçar a segurança energética do país, em diálogo com a política de descarbonização.
Selo Biocombustível Social
O CNPE determinou que, no mínimo, 80% do biodiesel comercializado para a mistura obrigatória ao diesel B deverá vir de unidades produtoras detentoras do Selo Biocombustível Social (SBS), fortalecendo a inclusão produtiva da agricultura familiar. Para o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da FPA, a medida reafirma a importância da produção social de biocombustíveis, ampliando a geração de renda no campo e a previsibilidade do mercado.
Biometano e governança
O CNPE aprovou a mistura de 0,5% de biometano ao gás natural, produzido a partir de resíduos agropecuários. O colegiado também definiu diretrizes para aprimorar a governança do Selo Biocombustível Social, com foco em rastreabilidade, transparência e previsibilidade regulatória, incluindo aperfeiçoamento de bases de dados e apresentação periódica de relatórios.
Novo ministro da Agricultura

O ministro André de Paula tomou posse nesta última quarta-feira, 1º de abril, como novo titular do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em cerimônia na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília. Ele substitui o senador Carlos Fávaro (PSD), que deixou a pasta para disputar a reeleição ao Senado por Mato Grosso.
Continuidade
Em seu discurso, André de Paula destacou a continuidade das políticas públicas, o fortalecimento do Plano Safra, da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), do Funcafé e do Seguro Rural, além da importância da inovação, automação e inteligência artificial no campo.
Balanço de Fávaro
Já o ex-ministro, Fávaro, apresentou um balanço de sua gestão: recorde de 555 novos mercados internacionais em três anos, execução de R$ 1,547 trilhão em crédito rural pelos Planos Safra (mais que o dobro do governo anterior) e a mobilização de mais de R$ 50 bilhões para recuperação de áreas degradadas (Caminho Verde Brasil e Eco Invest), reincorporando 4,5 milhões de hectares ao sistema produtivo. O agronegócio cresceu 11,7% em 2025, com produção recorde superior a 1,3 bilhão de toneladas.
Compromissos e legado
André de Paula, que comandou o Ministério da Pesca e Aquicultura desde 2023, destacou a defesa agropecuária como pilar essencial e a Embrapa como base técnica. Fávaro encerrou citando o primeiro navio brasileiro carregado de DDG (coproduto do etanol de milho) seguindo para a China, como prova da expansão das exportações. Participaram da cerimônia os ministros Wolney Queiroz, Frederico de Siqueira Filho e a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.
Novo ministro da Pesca

Com a ida de André de Paula para o MAPA, Rivetla Edipo Araujo assumiu horas também nesta última quarta, 1º de abril, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). A cerimônia de transmissão de cargo ocorreu na sede do MPA, em Brasília, com a participação de autoridades, representantes do setor pesqueiro e aquícola, e servidores da pasta.
Compromissos e continuidade
Edipo Araujo destacou os resultados dos últimos três anos ao lado de André de Paula, como a retomada da estatística pesqueira, o Propesc e o Programa Povos da Pesca Artesanal. “Não começo hoje um novo caminho. Sigo um caminho que já vem sendo construído com muitas mãos”, afirmou. Ele reforçou o compromisso de trabalhar, ouvir e construir coletivamente.
Perfil do novo ministro da Pesca
Edipo Araujo é engenheiro de pesca pela Universidade Federal Rural aa Amazonia (UFRA), com mestrado em Aquicultura e doutorado em Ecologia Aquática e Pesca. Atuou como professor, pesquisador e na gestão da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e do Departamento de Ordenamento da Pesca. Desde 2023 integrava o MPA como diretor e, desde julho de 2024, era o secretário-executivo.
80 mil certificações

O programa Computadores para Inclusão, do Ministério das Comunicações, alcançou 80 mil certificações em cursos de tecnologia em todo o país. O ministro Frederico de Siqueira Filho destacou que cada certificação representa “uma nova oportunidade na vida de um brasileiro”, promovendo inclusão, geração de renda e transformação social. As regiões Nordeste e Sudeste concentram o maior número de certificações, evidenciando a forte demanda por qualificação profissional nessas localidades.
Inclusão e sustentabilidade
O programa oferece capacitações gratuitas em informática básica, manutenção de computadores e celulares, e ferramentas digitais. Em João Pessoa, 100 alunos concluíram o curso “Catador Digital”, que prepara profissionais para o manejo seguro de resíduos eletroeletrônicos. Os Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs) recuperam máquinas descartadas, que são destinadas a escolas e comunidades, ampliando o acesso à tecnologia.
Presença nacional
A iniciativa está presente em todas as regiões por meio de CRCs instalados em capitais e cidades estratégicas. A secretária-executiva Sônia Faustino afirmou que são “80 mil brasileiros que agora têm mais chances de trabalhar, empreender e acessar oportunidades”. A meta do Ministério é ampliar o alcance do programa, levando capacitação e inclusão digital a um número cada vez maior de brasileiros.



























