CENTRO-OESTE

Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
De olho...

Bastidores do Poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Procuradoria-Geral da República, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

publicidade

Pacheco no PSB

Pacheco também trabalha com a possibilidade do seu antigo partido, PSD, não lançar o vice-governador Mateus Simões nas eleições de outubro e atrair a legenda para sua chapa, o que poderia se concretizar caso conversas entre a cúpula petista e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, avancem. (Foto: Rodolfo Loepert / PSB)

O senador Rodrigo Pacheco formalizou sua filiação ao PSB nesta última quarta-feira, 1º de abril, em Brasília, em cerimônia com a presença do presidente nacional do partido e ex-prefeito de Recife (PE), João Campos, e do vice-presidente Geraldo Alckmin.

 

Governo de MG

O ex-presidente do Senado, que já foi cotado para o Supremo Tribunal Federal (STF), agora se prepara para disputar o governo de Minas Gerais em 2026, com o apoio do presidente Lula. Pacheco destacou a defesa da democracia como “causa da minha vida”.

 

Frente ampla

Pacheco busca formar uma frente ampla em Minas, que pode incluir o tucano Aécio Neves como candidato ao Senado. A hipótese, porém, enfrenta resistência de parte do PT mineiro como do deputado petista Rogério Correia que afirmou que incluir Aécio na chapa “levaria a um rompimento”.

Aval de Lula

Só que essa possibilidade, já teria sido avalizada pelo próprio presidente Lula e da cúpula petista, que vê no petista Reginaldo Lopes sendo indicado a vice-governador ou ao Senado, favorável ao pragmatismo e à aliança com tucanos, antigos adversários.

 

Articulações e cenário

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, defende diálogo com Aécio e até mesmo com o senador Cleitinho (Republicanos), caso este não receba apoio dos bolsonaristas, criticando a polarização baseada no “ódio”.

 

Mega palanque

Agora no PSB, Pacheco ainda negocia atrair a federação União Brasil e PP, além do MDB, partido que o elegeu deputado federal em 2014 e senador em 2018, para sua cada vez mais provável candidatura ao Palácio da Liberdade, com objetivo ter um mega palanque para às eleições.

 

PT-PSDB se aproximam também em Goiás

PT e PSDB conversam em Goiás para formar aliança histórica e inédita, que já teria aval de Lula e da cúpula petista, apesar de resistências de quadros mais à esquerda. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

A aliança entre PT e PSDB em Goiás, considerada impossível há uma década, está próxima de repetir a situação mineira. Com aval do presidente Lula e da cúpula petista, apesar da insatisfação de setores mais à esquerda do PT.

 

Conversas

O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) retomou conversas com lideranças petistas, incluindo Delúbio Soares e Olavo Noleto, para discutir uma possível coligação. O objetivo é formar um palanque forte para a reeleição de Lula no estado e para Perillo, que pretende retornar ao governo estadual. Goiás tem cinco milhões de eleitores.

 

Resistências e divisões

A presidenta estadual do PT em Goiás, deputada Adriana Accorsi, resiste à aliança e defende candidatura própria, mas a direção nacional, seguindo orientação de Lula, avalia que a parceria com Marconi pode fortalecer o projeto presidencial. Integrantes do PSDB também veem com bons olhos a união, reconhecendo que Perillo precisa do PT para avançar na disputa contra o governador Leandro Vilela (MDB), que conta com o apoio do ex-governador e pré-candidato ao Planalto, Ronaldo Caiado (PSD).

 

Cenário eleitoral

Pesquisa Real Time Big Data mostra Marconi em segundo lugar com 24%, atrás de Vilela (MDB) com 34%. A aliança PT-PSDB poderia reorganizar o tabuleiro eleitoral em Goiás, ampliando as chances de uma candidatura competitiva tanto de Perillo ao governo estadual, o que garantiria a Lula um palanque amplo no estado. 

 

Arruda lidera no entorno do DF

Lideranças do entorno de Brasília apoiam e preferem que Arruda seja o próximo governador do DF, e rejeitam a reeleição de Celina Leão (PP) por avaliarem que ela fará uma gestão igual do ex-governador Ibaneis Rocha, ao qual desaprovam. (Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom e Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Lideranças políticas do entorno do Distrito Federal (DF), incluindo prefeitos, vereadores e ex-dirigentes, declararam apoio ao ex-governador José Roberto Arruda (PSD) para o governo de Brasília, rejeitando a pré-candidatura da atual governadora Celina Leão (PP).

 

Recall de Roriz

As lideranças do entorno afirmam que Arruda, ao lado do ex-governador já falecido Joaquim Roriz (MDB), foi o que teve um olhar estruturante e integrador para a região, enquanto a gestão de Ibaneis Rocha (MDB), que terminou na última terça-feira, 31 de março, teria governado “de costas” para a região.

 

Críticas a Celina

Os líderes do entorno temem que Celina Leão repita a postura de Ibaneis, sendo descrita como “elitista, mais Iguatemi do que povão”. Embora admitam que ela não é arrogante como o ex-governador, e avaliam que sua gestão seria voltada prioritariamente para Brasília, em detrimento das cidades-satélites e do entorno.

 

Expectativa

A expectativa é de que Arruda, se eleito, melhore o sistema de transporte e a integração com cidades como Valparaíso, Luziânia, Novo Gama e Águas Lindas; que apesar de municípios goianos, a maioria de sua população é dependente sócio-economicamente da capital federal.

 

Histórico positivo

O ex-prefeito de Valparaíso, terceira maior cidade do entorno do DF, Pábio Mossoró (MDB) é um dos entusiastas de Arruda, destacando sua empatia e histórico positivo na relação com a região.

 

100 mil eleitores

Cerca de 100 mil eleitores de Brasília moram no entorno, o que torna a região decisiva na disputa. Arruda lidera as pesquisas de intenção de voto, e os líderes acreditam que sua eleição representará uma mudança significativa na relação entre o GDF e a região.

 

Lira dá ultimato a JHC

Arthur Lira ameaça apoiar o ex-aliado dos Calheiros, o agora bolsonarista Alfredo Gaspar ao governo de Alagoas se o ex-PL e, agora, tucano, JHC mantiver candidatura da sua esposa ao Senado, rompendo um acordo que eles teriam feito. (Foto: Divulgação / Redes digitais)

O ex-presidente da Câmara e pré-candidato ao Senado, Arthur Lira (PP-AL), deu um ultimato ao prefeito de Maceió, JHC (PSDB), para que se posicione sobre a aliança eleitoral. Havia um acordo para que JHC disputasse o governo de Alagoas e sua esposa ocupasse a suplência de Lira ao Senado. Nos últimos dias, porém, o prefeito decidiu lançar a mulher à vaga de senadora, deixou o PL e se filiou ao PSDB para garantir o espaço.

Leia Também:  Projeto tipifica importação e exportação de produto falsificado como contrabando

 

Plano B

Lira não está disposto a abrir mão e já trabalha com um “plano B”: lançar o senador e ex-relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (PL), ao governo do estado. O ex-presidente da Câmara já conta com o apoio da cúpula do PL e articula outras alianças para fechar a chapa, caso JHC, que deve renunciar nesta sexta, 3 de abril, ao mandato de prefeito de Maceió, não cumpra o acordo feito.

 

Disputa em Alagoas

O martelo ainda não foi batido, e Lira aguarda a definição de JHC. A briga expõe a fragmentação da direita alagoana e pode reconfigurar a disputa pelo governo e pelo Senado no estado. Enquanto JHC aposta no nome da esposa, Lira tenta manter seu projeto político com um candidato próprio ao Palácio República dos Palmares.

 

Bolsonaristas gaúchos

Bolsonaristas gaúchos lançam chapa quase-pura para a disputa eleitoral de outubro, mas que contará com apoio oficial de cinco legendas. (Foto: Divulgação / Redes digitais)

O deputado federal Luciano Zucco (PL) lançará sua pré-candidatura ao Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, no dia 11 de abril, em Viamão (RS), com a presença do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), além dos pré-candidatos ao Senado, Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo). O evento será realizado no Parque Harmonia, na região metropolitana de Porto Alegre.

 

Aliança de seis partidos

A aliança que pretende eleger Zucco reunirá, além do PL, a federação União Brasil e Progressistas, Republicanos, Podemos e Novo. A programação começa às 9h com um café voltado ao público feminino e o lançamento do movimento “Gaúchas Pelo Rio Grande”. O ato principal está previsto para às 11h, na Casa do Gaúcho. Zucco destacou a união em torno de uma gestão responsável e eficiente.

 

Projeto coletivo

Zucco afirmou que o projeto é uma construção coletiva para um Rio Grande do Sul “mais forte, competitivo e novamente protagonista no cenário nacional”. Após o lançamento, os pré-candidatos ao governo, à Presidência e ao Senado atenderão à imprensa. A expectativa é de um encontro que simbolize a articulação e a força política do campo de centro-direita no estado.

 

Estudo aponta que Proagro exclui 116 mil produtores

Mudanças introduzidas desde 2023 reduziram cobertura de seguro, deixando 111 mil produtores rurais sem seguro. Execução do seguro rural em 2025 foi de apenas R$ 565 mi dos R$ 1,06 bi previstos. (Foto: Reprodução / CNA)

Pelo menos 116 mil produtores rurais não aderiram ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) na safra 2024/2025, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Agro). Desde 2023, modificações no programa reduziram despesas, mas excluíram agricultores familiares, pequenos e médios produtores. Cerca de 111,1 mil deles ficaram sem qualquer cobertura de seguro: nem Proagro, nem Seguro Rural (PSR). A pesquisa aponta que as mudanças também afetaram o acesso ao crédito rural, vinculado ao programa.

 

Críticas de parlamentares

A ex-vice-governadora de Santa Catarina, deputada Daniela Reinehr (PL), criticou as novas medidas que excluíram os produtores: “Não dá para corrigir um problema criando outro ainda maior”. O coordenador da Comissão de Infraestrutura da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Tião Medeiros (PP-PR), afirmou que o governo “investe mal” e não prioriza recursos para a agropecuária.

 

Metade dos recursos previstos executados

Rafael Pezenti (MDB-SC) disse que, ao expulsar produtores do Proagro, o governo não os absorveu no PSR. Segundo os ruralistas, em 2025, o Executivo federal executou apenas R$ 565,3 milhões dos R$ 1,06 bilhão previstos para o seguro rural.

 

Pesquisa e alternativas

O estudo da FGV-Agro identificou 530,1 mil beneficiários do Proagro entre 2019 e 2025 (218 mil esporádicos, 261 mil recorrentes e 51 mil multicontratantes). Apenas 9 mil dos 69 mil produtores excluídos não se enquadravam nos novos critérios; os demais não optaram por nenhum seguro. Pesquisadores alertam para “lacuna entre política pública e capacidade de absorção do mercado” e sugerem ampliação da rede de distribuição, produtos adequados ao risco e esforço de aculturamento.

 

CNPE avança em biocombustíveis

80% do biodiesel virá de produtores com Selo Biocombustível Social, fortalecendo agricultura familiar. Biometano terá mistura de 0,5% ao gás natural. (Foto: Divulgação / Secom-MME)

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou resoluções que fortalecem os biocombustíveis no Brasil, ampliando a participação da agricultura familiar e consolidando a agroenergia como eixo estratégico da matriz energética. As medidas estabelecem diretrizes para ampliar o uso de combustíveis renováveis, aumentar a previsibilidade regulatória e reforçar a segurança energética do país, em diálogo com a política de descarbonização.

 

Selo Biocombustível Social

O CNPE determinou que, no mínimo, 80% do biodiesel comercializado para a mistura obrigatória ao diesel B deverá vir de unidades produtoras detentoras do Selo Biocombustível Social (SBS), fortalecendo a inclusão produtiva da agricultura familiar. Para o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da FPA, a medida reafirma a importância da produção social de biocombustíveis, ampliando a geração de renda no campo e a previsibilidade do mercado.

 

Biometano e governança

O CNPE aprovou a mistura de 0,5% de biometano ao gás natural, produzido a partir de resíduos agropecuários. O colegiado também definiu diretrizes para aprimorar a governança do Selo Biocombustível Social, com foco em rastreabilidade, transparência e previsibilidade regulatória, incluindo aperfeiçoamento de bases de dados e apresentação periódica de relatórios.

 

Novo ministro da Agricultura

O pernambucano e também pessedista André de Paula é o novo ministro da Agricultura e Pecuária. (Foto: Divulgação / Secom-MAPA)

O ministro André de Paula tomou posse nesta última quarta-feira, 1º de abril, como novo titular do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em cerimônia na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília. Ele substitui o senador Carlos Fávaro (PSD), que deixou a pasta para disputar a reeleição ao Senado por Mato Grosso.

Leia Também:  Câmara aprova a troca do símbolo internacional de acessibilidade

 

Continuidade

Em seu discurso, André de Paula destacou a continuidade das políticas públicas, o fortalecimento do Plano Safra, da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), do Funcafé e do Seguro Rural, além da importância da inovação, automação e inteligência artificial no campo.

 

Balanço de Fávaro

Já o ex-ministro, Fávaro, apresentou um balanço de sua gestão: recorde de 555 novos mercados internacionais em três anos, execução de R$ 1,547 trilhão em crédito rural pelos Planos Safra (mais que o dobro do governo anterior) e a mobilização de mais de R$ 50 bilhões para recuperação de áreas degradadas (Caminho Verde Brasil e Eco Invest), reincorporando 4,5 milhões de hectares ao sistema produtivo. O agronegócio cresceu 11,7% em 2025, com produção recorde superior a 1,3 bilhão de toneladas.

 

Compromissos e legado

André de Paula, que comandou o Ministério da Pesca e Aquicultura desde 2023, destacou a defesa agropecuária como pilar essencial e a Embrapa como base técnica. Fávaro encerrou citando o primeiro navio brasileiro carregado de DDG (coproduto do etanol de milho) seguindo para a China, como prova da expansão das exportações. Participaram da cerimônia os ministros Wolney Queiroz, Frederico de Siqueira Filho e a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

 

Novo ministro da Pesca

De perfil técnico, Edipo Araujo assume o MPA após passagem de André de Paula, que passou a ser ministro da Agricultura e Pecuária. (Foto: Divulgação / secom-MPA)

Com a ida de André de Paula para o MAPA, Rivetla Edipo Araujo assumiu horas também nesta última quarta, 1º de abril, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). A cerimônia de transmissão de cargo ocorreu na sede do MPA, em Brasília, com a participação de autoridades, representantes do setor pesqueiro e aquícola, e servidores da pasta.

 

Compromissos e continuidade

Edipo Araujo destacou os resultados dos últimos três anos ao lado de André de Paula, como a retomada da estatística pesqueira, o Propesc e o Programa Povos da Pesca Artesanal. “Não começo hoje um novo caminho. Sigo um caminho que já vem sendo construído com muitas mãos”, afirmou. Ele reforçou o compromisso de trabalhar, ouvir e construir coletivamente.

 

Perfil do novo ministro da Pesca

Edipo Araujo é engenheiro de pesca pela Universidade Federal Rural aa Amazonia (UFRA), com mestrado em Aquicultura e doutorado em Ecologia Aquática e Pesca. Atuou como professor, pesquisador e na gestão da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e do Departamento de Ordenamento da Pesca. Desde 2023 integrava o MPA como diretor e, desde julho de 2024, era o secretário-executivo.

 

80 mil certificações

Iniciativa capacita em informática e manutenção, recupera equipamentos descartados e os destina a escolas e comunidades, promovendo inclusão digital e geração de renda. (Foto: Divulgação / Secom-MC)

O programa Computadores para Inclusão, do Ministério das Comunicações, alcançou 80 mil certificações em cursos de tecnologia em todo o país. O ministro Frederico de Siqueira Filho destacou que cada certificação representa “uma nova oportunidade na vida de um brasileiro”, promovendo inclusão, geração de renda e transformação social. As regiões Nordeste e Sudeste concentram o maior número de certificações, evidenciando a forte demanda por qualificação profissional nessas localidades.

 

Inclusão e sustentabilidade

O programa oferece capacitações gratuitas em informática básica, manutenção de computadores e celulares, e ferramentas digitais. Em João Pessoa, 100 alunos concluíram o curso “Catador Digital”, que prepara profissionais para o manejo seguro de resíduos eletroeletrônicos. Os Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs) recuperam máquinas descartadas, que são destinadas a escolas e comunidades, ampliando o acesso à tecnologia.

 

Presença nacional

A iniciativa está presente em todas as regiões por meio de CRCs instalados em capitais e cidades estratégicas. A secretária-executiva Sônia Faustino afirmou que são “80 mil brasileiros que agora têm mais chances de trabalhar, empreender e acessar oportunidades”. A meta do Ministério é ampliar o alcance do programa, levando capacitação e inclusão digital a um número cada vez maior de brasileiros.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade