Ratinho ameaça jornalista

O apresentador Carlos Massa, o Ratinho, usou o sinal das emissoras da Rede Massa – antiga TV e Rádio Iguaçu – para ameaçar publicamente o jornalista Marcos Formighieri, dono do jornal a Gazeta do Paraná, de Cascavel, quarta maior cidade do estado e considerada a capital do agronegócio do oeste paranaense.
Ameaça explícita
Em transmissão radiofônica divulgada na última terça-feira, 31 de março, Ratinho afirma ter um taco de beisebol no carro “reservado para os joelhos” do repórter. “O dia que eu te encontrar vou quebrar tuas duas pernas”, disse.
Contexto da ameaça
A ameaça ocorreu em meio à guerra declarada por bolsonaristas do PL que sustentam a candidatura do senador e ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, contra o grupo político liderado por Ratinho Jr., filho do apresentador, que desistiu da pré-candidatura à Presidência da República para permanecer no cargo e tentar fazer o sucessor, mantendo os interesses da família na administração estadual.
Críticas recorrentes
Formighieri é um dos jornalistas mais ácidos do oeste paranaense contra o governo Ratinho Júnior e a simbiose entre a Rede Massa (grupo de comunicação do pai do governador) com o Palácio Iguaçu. Suas críticas recorrentes abordam o repasse de verbas de publicidade oficial para a emissora do pai, e o novo modelo de concessão de pedágios, que Formigheri chama de “estelionato eleitoral”, além de críticas a gestão das estatais: Companhia Paranaense de Energia (Copel) e Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), que, segundo ele, transformou serviço público em máquina de lucro para os acionistas.
Clima de tensão pré-eleitoral
A ameaça ocorreu ao vivo, com nome e sobrenome, em horário de programação regular. Ratinho afirmou que a Justiça demora e que “quebrar o joelho é mais rápido”. O episódio expõe o clima de tensão pré-eleitoral no estado envolvendo a influência midiática, o poder familiar da família Massa e a sucessão no estado.
Nova peça eleitoral ao PSD de Ratinho

A jornalista Cristina Graeml filiou-se na noite desta terça, 31, ao PSD do governador Ratinho Junior, em um movimento que pode reconfigurar o tabuleiro eleitoral paranaense. O anúncio foi feito por meio de vídeo conjunto nas redes digitais. Cristina, que disputou o segundo turno da prefeitura de Curitiba em 2024 pelo PMB (Partido da Mulher Brasileira), atual O Democrata, perdendo para o prefeito Eduardo Pimentel, do PSD, apoiado por Ratinho Jr., que agora mira uma possível candidatura ao Senado.
Quarta legenda em dois anos
A filiação marca o quarto partido da jornalista nos últimos dois anos. Após a eleição municipal, ela se filiou ao Podemos e, depois, ao União Brasil, permanecendo poucos meses em cada sigla. No vídeo, ela reconheceu divergências anteriores com o governador. “Já estivemos em lados opostos, mas é preciso construir alianças”, afirmou. O movimento ocorre após Ratinho Jr. desistir da pré-candidatura à Presidência para permanecer no cargo e tentar fazer o sucessor, mantendo os interesses da família na administração estadual.
Cenário em disputa
Cristina, tida como uma das mais bolsonaristas com pauta extremamente conservadora, era cotada como candidata ao Senado pelo União Brasil em possível composição com Sérgio Moro, que se filiou ao PL e deixou a jornalista sem espaço. Sua chegada ao PSD ocorre em meio à guerra declarada por bolsonaristas que sustentam a candidatura do senador e ex-juiz da Lava Jato contra o grupo político de Ratinho Jr.
Presidente da Alep troca PSD por Republicanos

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi, confirmou sua saída do PSD do governador Ratinho Jr. para se filiar ao Republicanos, conforme anunciou em evento em Curitiba nesta terça, 31. A decisão foi comunicada após reunião com o governador Ratinho Junior. Curi negou rompimento com o grupo governista e afirmou que a mudança visa ampliar o diálogo político para construir uma candidatura unificada ao governo do estado.
Pré-candidatura mantida
Pré-candidato ao Palácio Iguaçu, Curi disse que pretende disputar a eleição com o apoio do governador, mas seguirá no projeto independentemente do cenário. Ele afirmou que não pretende levar deputados do PSD para o Republicanos e continuará atuando em alinhamento com o grupo de Ratinho Junior. No PSD, Curi disputava espaço com o secretário das Cidades, Guto Silva, outro nome cotado para a corrida ao governo.
Movimentação
A saída de Curi ocorre em meio à guerra declarada por bolsonaristas que sustentam a candidatura do senador e ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, contra o grupo político liderado por Ratinho Jr., que desistiu de ser pré-candidato à Presidência para permanecer no cargo e tentar fazer o sucessor, mantendo os interesses da família na administração estadual.
Pedido de prorrogação para a CPI do Crime Organizado

O senador Wellington Fagundes (PL-MT), pré-candidato ao governo de Mato Grosso, assinou requerimento para prorrogar por 60 dias os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado (CPICRIME). A proposta, apresentada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pré-candidato ao Senado em Sergipe, busca aprofundar as investigações diante da gravidade dos fatos já identificados.
Complexidade das apurações
Segundo Fagundes, a prorrogação é fundamental para garantir resultados concretos. O grande volume de documentos em análise, incluindo relatórios de inteligência financeira, e a necessidade de novas oitivas com autoridades e representantes do mercado financeiro justificam a ampliação do prazo. As investigações apontam para a infiltração do crime organizado em setores estratégicos da economia, com uso de mecanismos complexos de lavagem de dinheiro e possíveis conexões com o sistema financeiro.
Evitar o fracasso
Wellington comparou a necessidade de aprofundamento ao que ocorreu na CPMI do INSS, que terminou sem relatório, frustrando a sociedade. Já que o presidente daquele colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), se recusou em colocar em votação o parecer elaborado pela senadora Soraya Thronick (Podemos-MS), após a maioria rejeitar o texto apresentado pelo relator da comissão, senador Alfredo Gaspar (PL-AL), pré-candidato ao governo ou ao Senado por Alagoas.
CPI convoca Campos Neto, Ibaneis e Cláudio Castro

A CPI do Crime Organizado no Senado aprovou a convocação do ex-presidente do Banco Central do Brasil (BCB), Roberto Campos Neto, e os ex-governadores do DF e RJ, Ibaneis Rocha (MDB) e Cláudio Castro (PL) para deporem sobre a atuação da autarquia na condução do caso que levou o Banco Master a liquidação, assim como possíveis falhas na supervisão do sistema financeiro e para saber sobre as autorizações dos ex-gestores estaduais de aportarem recursos no Master.
Falhas na supervisão
Entre os pontos a serem abordados estão: a atuação do BCB na fiscalização de instituições sob investigação, a resposta a alertas formais sobre operações suspeitas, eventual demora na adoção de medidas corretivas e a efetividade dos mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro. Senadores apontam possíveis falhas estruturais, como atuação reativa e não preventiva, além de dificuldades na identificação de estruturas financeiras complexas usadas para ocultação de recursos.
Impacto e próximos passos
A convocação amplia a pressão sobre a atuação do BC nos últimos anos, especialmente em episódios envolvendo estruturas financeiras suspeitas de irregularidades. Campos Neto será intimado a comparecer em data a ser definida. A expectativa é que a oitiva contribua para delimitar responsabilidades institucionais e identificar falhas sistêmicas na regulação e fiscalização do sistema financeiro.
Moraes acusado de usar jatos de Vorcaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, teria realizado ao menos oito voos em jatos executivos ligados a empresas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entre maio e outubro de 2025.
Registros da Anac
Os dados foram obtidos por meio do cruzamento de informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB). A maioria dos voos foi feita em aeronaves da Prime Aviation, empresa que oferece serviços de táxi aéreo e tem ligação com Vorcaro.
Aeronave sem autorização
Um dos voos teria ocorrido em um avião que não possui autorização para serviço de táxi aéreo. A aeronave pertence a uma empresa cujo sócio é Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, alvo de operação policial e que negocia acordo de delação.
Moraes nega
O gabinete de Moraes negou irregularidades e afirmou que o ministro nunca usou aeronaves de Vorcaro nem teve contato com ele ou Zettel. O escritório de sua esposa, Viviane Barci, disse que contrata serviços de táxi aéreo de diferentes empresas, incluindo a Prime Aviation, seguindo critérios técnicos e sem relação pessoal.
Respostas e sigilo
A Prime Aviation afirmou que não divulga dados de clientes por questões de confidencialidade. A defesa de Vorcaro não comentou, e o advogado de Zettel não respondeu. Os voos teriam ocorridos entre Brasília e os aeroportos de São Paulo, de Congonhas e Catarina, em aeronaves executivas da Prime Aviation.
Crise causada pelo Banco Master

A trajetória do Banco Master foi marcada por crescimento agressivo baseado na emissão de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com taxas elevadas, que chegavam a 140% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). A captação concentrava-se em depósitos a prazo, cerca de 98% do total, enquanto os ativos de baixa liquidez somavam 47,6% do patrimônio em março de 2025.
Estratégia insustentável
A estratégia foi apontada como insustentável, levando à liquidação do conglomerado pelo BCB. Um estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de 25 páginas, busca esmiuçar e explicar os impactos sociais e as implicações regulatórias.
Impactos sociais e econômicos
A liquidação afetou diretamente 1520 trabalhadores, além de terceirizados e a cadeia operacional. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) desembolsou R$ 38,9 bilhões para 686 mil clientes até março de 2026. No âmbito dos fundos de previdência, ao menos 19 Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) de estados e municípios investiram R$ 1,87 bilhão no Master, afetando mais de 633 mil segurados entre ativos, aposentados e pensionistas.
Falhas regulatórias e propostas
De acordo com o estudo do Dieese, o caso expõe fragilidades na regulação do Sistema Financeiro Nacional, como assimetrias entre bancos tradicionais e fintechs, lacunas na fiscalização e o fenômeno da “porta giratória” no BCB. Em resposta, o movimento sindical bancário propõe medidas como a ampliação do Conselho Monetário Nacional (CMN), o alinhamento de mandatos entre a diretoria do BC e o presidente da República, e o enquadramento pleno das fintechs às regras trabalhistas e prudenciais do setor.
Déficit do governo geral sobe para 7,4% do PIB

A necessidade líquida de financiamento dos governos federal, estaduais e municipais alcançou 7,4% do PIB em 2025, uma elevação de 1,1 ponto percentual em relação a 2024, que representava 6,3% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado foi impulsionado pelo aumento nominal de 11,2% da despesa, superior ao crescimento de 8,5% da receita no período. Em valores, a receita total somou 39,5% do PIB, o equivalente a R$ 7,04 trilhões, enquanto a despesa atingiu 46,9% do PIB, o que representa R$ 8,36 trilhões.
Culpa da Selic
A decomposição mostra que o governo central foi o principal responsável pelo déficit, com necessidade de financiamento de 7,2% do PIB, reflexo do aumento de 14,4% nas despesas e de 9,4% nas receitas. Os estados tiveram necessidade de 0,8% do PIB, enquanto os municípios apresentaram capacidade líquida de financiamento de 0,6% do PIB. O aumento dos juros, de 1,65% do PIB, foi o principal fator de alta das despesas, influenciado pela elevação da Selic.
Investimentos e metodologia
O investimento líquido do governo geral (federal, estaduais e municipais) caiu para 0,37% do PIB em 2025, após atingir 0,67% em 2024. Ainda assim, foi o quarto ano consecutivo com resultado positivo. Os investimentos concentram-se em edifícios e infraestrutura (0,37% do PIB), especialmente na função “assuntos econômicos” (transportes). O boletim adota a metodologia do Fundo Monetário Internacional (FMI), com despesas por competência e receitas por caixa, permitindo comparação internacional.
Fronteira e modernização

A Lei 15367 de 2026, publicada nesta terça, 31, estende o pagamento do adicional de fronteira aos servidores do Plano de carreira dos Cargos de atividades Técnicas e Auxiliares de Fiscalização Federal Agropecuária (PCTAF). A medida beneficia profissionais que atuam em regiões fronteiriças do país, onde realizam vigilância agropecuária internacional, fiscalização e controle sanitário. O presidente da Associação Nacional dos Técnicos de Fiscalização Federal Agropecuária (Anteffa), José Bezerra, afirmou que a conquista é resultado de 14 anos de luta da categoria.
Reestruturação e valorização
Além do adicional de fronteira, a nova lei institui o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), reajustes remuneratórios em diversas carreiras, criação de novos cargos e estruturas no Executivo Federal, e atualização de gratificações e incentivos funcionais. A norma também moderniza a administração pública ao permitir perícias médicas por telemedicina e ajustar regras de contratação temporária. Para o ex-ministro da Agricultura e Pecuária, senador Carlos Fávaro (PSD), a medida valoriza quem está na linha de frente da defesa agropecuária.
Promaq digital
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) lançou ainda um formulário digital integrado na plataforma “Gov.br” para centralizar os pedidos de máquinas e equipamentos do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq). A nova funcionalidade, desenvolvida com apoio do MGI, garante autenticação dos usuários, rastreabilidade das informações e redução de erros.
André de Paula substitui Fávaro

O ex-ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), senador Carlos Fávaro (PSD-MT), transmite o cargo de ministro a André de Paula nesta quarta-feira, 1º de abril, em cerimônia no auditório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília. Fávaro deixa a pasta para disputar a reeleição ao Senado por Mato Grosso. André de Paula, até então ministro da Pesca e Aquicultura, desde 2023, assume com a missão de dar continuidade ao fortalecimento do setor agropecuário brasileiro.
Trajetória do novo ministro
Natural do Recife, bacharel em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife, André de Paula tem extensa trajetória na vida pública. Foi vereador do Recife durante os anos de 1989 e 1991, deputado estadual por dois mandatos entre 1991 e 1999, e deputado federal por seis mandatos consecutivos de 1999 a 2023. Na Câmara, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJC) e a Comissão de Meio Ambiente (CMA). Também foi secretário de Produção Rural e Reforma Agrária de Pernambuco entre 1999 e 2002 e secretário das Cidades de 2015 a 2016.
Perfil e expectativas
André de Paula foi condecorado com a Medalha do Mérito da Defesa, Medalha do Mérito Tamandaré e Medalha Santos Dumont, entre outras. Com perfil técnico e político, chega ao MAPA para ampliar a produção sustentável e contribuir para o desenvolvimento econômico do país. O ex-ministro Carlos Fávaro, por sua vez, disputará a reeleição ao Senado por Mato Grosso, estado que lidera a produção de grãos no Brasil.





























