O candidato ao Governo de Mato Grosso pelo PL, Wellington Fagundes, reagiu duramente às acusações feitas pelo ex-prefeito de Porto Alegre do Norte, Daniel do Lago (PSDB), que afirmou ter sido alvo de uma suposta cobrança de propina por integrantes da equipe do parlamentar. Em entrevista à imprensa, Wellington negou as acusações e exigiu que o tucano apresente provas.
Sem poupar críticas, o candidato chamou Daniel do Lago de “criminoso” e afirmou que o ex-prefeito teria cometido prevaricação ao não denunciar o suposto pedido de propina na época em que teria ocorrido.
“Quem fala tem que provar. E nós vamos à Justiça, é o direito que temos”, afirmou Wellington. O candidato também classificou as declarações como “vãs” e acusou o ex-prefeito, que disputa uma vaga de deputado estadual, de utilizar o episódio com finalidade política.
A denúncia envolve recursos destinados à construção de um cais em Porto Alegre do Norte. A obra, estimada em cerca de R$ 2 milhões, teve os recursos viabilizados em 2019, com articulação de Wellington junto ao governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo Daniel, integrantes da equipe de Wellington teriam procurado a administração municipal depois da liberação dos recursos e feito uma suposta exigência de propina. O ex-prefeito, porém, só tornou o caso público anos depois, durante o atual período eleitoral.
Foi justamente o intervalo de tempo que mais provocou a reação de Wellington. “Como é que pode ele ter recebido alguém que fez qualquer pedido e só agora, que é candidato, expor a situação?”, questionou o candidato.
Wellington afirmou ainda que não aceitará as acusações sem reação e disse que sua assessoria jurídica já trabalha na adoção de medidas judiciais contra o ex-prefeito. Para ele, as declarações fazem parte de uma estratégia de adversários para atingir sua candidatura ao Palácio Paiaguás.
O confronto coloca frente a frente dois candidatos que agora disputam espaços diferentes na eleição: Wellington na corrida pelo Governo de Mato Grosso e Daniel do Lago na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa. Enquanto o tucano sustenta a denúncia, o candidato do PL exige provas e promete levar o caso à Justiça.

































