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Importações respondem por 73% das vacinas contra clostridioses

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O Brasil colocou no mercado 9,98 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em agosto, mas 7,30 milhões vieram do exterior, o equivalente a 73,16% do total. A produção nacional respondeu por 2,68 milhões de doses, mostrando aumento da dependência de produtos importados para manter a vacinação dos rebanhos.

Em julho, 10,16 milhões de doses haviam sido disponibilizadas, com 60,31% importadas. Em um mês, a oferta total caiu 1,7%, enquanto a produção brasileira recuou cerca de 34%. As importações, por outro lado, avançaram 19% e evitaram uma queda maior no abastecimento.

A situação ocorre após uma escassez registrada no início do ano, quando fabricantes interromperam a produção e a comercialização de alguns imunizantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026. Desde então, o Ministério da Agricultura e Pecuária passou a acelerar a análise de lotes importados e a negociar com empresas a ampliação da fabricação nacional. As clostridioses incluem doenças como botulismo, manqueira, tétano, gangrena gasosa e enterotoxemia, que podem provocar mortes rápidas nos animais.

Apesar da retomada das importações, o setor ainda enfrenta o risco de novas oscilações no abastecimento. O volume liberado para comercialização não indica necessariamente quantas doses foram vendidas, distribuídas ou aplicadas em cada Estado, enquanto a vacinação preventiva continua sendo a principal forma de controle. Com um rebanho bovino de cerca de 238 milhões de animais, o desafio é manter uma oferta regular e suficiente para evitar falhas nos calendários de imunização e reduzir prejuízos aos pecuaristas.

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