MATO GROSSO

CRISE DENTRO DO PL

Thiago Boava acusa próprio partido de “sabotagem” e dispara contra palanque em MT

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O candidato a deputado federal Thiago Boava (PL), viúvo da ex-deputada Amália Barros, abriu uma crise dentro do próprio partido ao afirmar que estaria sendo “sabotado” pela legenda em Mato Grosso. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele disse que acordos firmados com integrantes do PL não teriam sido cumpridos e questionou os rumos da composição eleitoral.

 

Sem citar nomes dos responsáveis pela suposta sabotagem, Boava destacou que está entre os candidatos que menos receberam recursos do fundo eleitoral. Segundo dados do DivulgaCand, candidatos sem mandato receberam R$ 400 mil, enquanto parlamentares com mandato receberam valores entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões.

 

Em tom de desabafo, o empresário criticou o próprio partido e afirmou que a legenda, apesar de defender valores como Deus, pátria, família e liberdade, teria deixado de lado a “moralidade”. “Não cumpriu comigo o que foi combinado”, declarou.

 

Boava também afirmou que, segundo sua avaliação, acordos teriam sido descumpridos com o candidato ao Senado José Medeiros e com o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem chama de “capitão”. Para ele, a situação é ainda mais grave por envolver compromissos políticos assumidos anteriormente.

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O candidato levantou a possibilidade de estar sendo prejudicado por se recusar a participar de um palanque montado pelo partido. “Se o preço for esse, eu ficarei aqui embaixo, sem subir nesse palanque. Não acredito nele”, afirmou, deixando clara sua resistência à composição.

 

Na avaliação de Boava, o palanque criticado não fortaleceria a candidatura de José Medeiros nem o projeto político que diz defender. Segundo ele, a composição atenderia principalmente a “interesses pessoais”, provocando um dos momentos mais duros de sua campanha até agora.

 

O empresário ainda pediu que os eleitores observem atentamente quais candidatos a deputado federal apoiam a composição. “Analise muito bem se o seu candidato a deputado federal subiu nesse palanque”, afirmou, convocando seus apoiadores a acompanhar de perto as alianças.

 

Viúvo de Amália Barros, que morreu em 2024, Boava afirma ter entrado na política para dar continuidade ao trabalho iniciado por ela. Agora, diante do que classifica como resistência dentro do próprio partido, ele pede apoio dos eleitores e promete seguir “de peito aberto”, mesmo em meio à turbulência eleitoral.

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Com informações da Assessoria.

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