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Agro de Minas exporta R$ 45,6 bilhões no semestre

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O agronegócio de Minas Gerais exportou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre de 2026, mantendo o Estado na terceira posição entre os maiores exportadores do setor no país, atrás de Mato Grosso e São Paulo. Apesar da relevância, a receita caiu 9,6% em relação ao mesmo período de 2025, principalmente pela redução dos embarques de café.

Entre janeiro e junho, foram exportadas 8,46 milhões de toneladas de produtos para 166 países, volume 3% inferior ao do ano anterior. O café respondeu por R$ 22,9 bilhões, mais da metade da receita, enquanto o complexo soja movimentou R$ 10,7 bilhões e as carnes somaram R$ 4,8 bilhões, com altas de 10% e 13,4%, respectivamente.

A retração ocorre após um 2025 excepcional, quando o agronegócio mineiro alcançou cerca de R$ 101 bilhões em vendas externas, impulsionado pela valorização do café. A soja e as carnes, porém, ganharam espaço na pauta e ajudaram a reduzir o impacto da queda do principal produto do Estado. Açúcar, etanol e produtos florestais também contribuíram para a diversificação.

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Mesmo com a redução da receita, o agronegócio respondeu por 40,9% das exportações totais de Minas no semestre e por 10,3% das vendas externas do setor no Brasil. A China permaneceu como principal destino, seguida por Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. O resultado reforça a importância do campo para a economia mineira, mas também expõe a dependência de fatores como preços internacionais, câmbio, clima e demanda externa.

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