Pesquisas Quaest divulgadas nesta semana mostram uma disputa apertada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em três dos principais colégios eleitorais do país. Em São Paulo, os dois aparecem com 30% e 29%, respectivamente; em Minas Gerais, Flávio tem 31%, contra 30% de Lula; e no Rio de Janeiro, o candidato do PL registra 31%, ante 29% do petista. As margens de erro são de dois pontos percentuais em São Paulo e de três nos demais levantamentos.
O cenário, porém, muda de acordo com a região. Lula aparece com vantagem expressiva no Nordeste, com 58% no Maranhão, 54% em Pernambuco e no Rio Grande do Norte e 50% na Paraíba. Em Alagoas, o petista tem 44%, contra 29% de Flávio. No Amapá, a diferença é de apenas três pontos: 36% para Lula e 33% para o candidato do PL.
Flávio Bolsonaro lidera nos estados do Centro-Oeste e em parte do Sul e do Norte. Em Mato Grosso, o candidato do PL aparece com 43%, contra 26% de Lula. A vantagem também é registrada em Mato Grosso do Sul, onde Flávio tem 33% e Lula, 27%, e no Paraná, com 41% a 23%. Em Rondônia, a diferença chega a 20 pontos, com 45% para Flávio e 25% para Lula.
Santa Catarina apresenta a maior vantagem de Flávio entre os estados pesquisados. O candidato do PL soma 45%, enquanto Lula aparece com 20%, uma diferença de 25 pontos percentuais. No Rio Grande do Sul, Flávio também está à frente, com 34%, contra 28% do petista. No Tocantins, por outro lado, Lula lidera com 37%, seguido por Flávio, com 32%.
No Distrito Federal, a disputa também é apertada. Lula registra 28%, Flávio Bolsonaro tem 26% e Ronaldo Caiado (PSD) aparece em terceiro, com 13%. No Amazonas, Lula chega a 38%, contra 33% de Flávio, enquanto no Pará — entre os estados considerados no levantamento — os demais candidatos aparecem em posições inferiores, sem alterar a predominância dos dois principais nomes.
A pesquisa também mostra um percentual relevante de eleitores que ainda não definiram o voto. Os maiores índices de indecisos estão no Rio Grande do Sul, com 18%, seguido por Minas Gerais e Paraná, ambos com 17%, e Rio de Janeiro, com 16%. No estado fluminense, outros 16% afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.
Os números indicam, portanto, uma divisão regional clara na disputa presidencial, mas também mostram que os dois principais candidatos permanecem próximos em estados decisivos para a eleição. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que concentram grande parte do eleitorado nacional, apresentam diferenças dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico.
Os levantamentos não consideram Pablo Marçal (PRTB) nos cenários principais, já que o candidato está inelegível. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda deverá decidir sobre a possibilidade de sua candidatura. Segundo os dados divulgados, Marçal aparece com seu melhor desempenho em Mato Grosso do Sul, onde chega a 5% em um dos cenários apresentados pela Quaest.



















