O Progressistas (PP) de Mato Grosso deixou fora da pauta principal de sua convenção estadual a homologação de uma candidatura ao Governo do Estado e transferiu à Federação União Progressista a prerrogativa de promover eventuais ajustes perante a Justiça Eleitoral. A convenção será realizada nesta quinta-feira (30), às 9h, na sede da federação, em Cuiabá, conforme edital assinado pela Comissão Provisória Estadual.
A decisão ocorre em meio ao impasse vivido pelo União Brasil, partido federado ao PP, sobre a disputa pelo Palácio Paiaguás nas eleições de 2026. Enquanto o senador Jayme Campos busca viabilizar sua candidatura ao governo, o presidente estadual da sigla, o ex-governador Mauro Mendes, articula a manutenção da aliança em apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
O edital da convenção prevê a deliberação e homologação das candidaturas proporcionais para deputado federal, deputado estadual e senador, além das respectivas suplências e da definição dos nomes e números que os candidatos utilizarão na urna eletrônica. No entanto, não há previsão expressa para homologação de candidatura ao Governo do Estado.
O ponto considerado mais estratégico do documento está no quarto item da ordem do dia, que autoriza o partido e a Federação União Progressista a promoverem “as adaptações necessárias perante a Justiça Eleitoral”. Na prática, a medida permite que eventuais definições sobre a composição da chapa majoritária sejam conduzidas no âmbito da federação, sem a necessidade de uma deliberação definitiva durante a convenção estadual do PP.
Além dos temas relacionados às candidaturas proporcionais, a convenção reunirá membros do diretório estadual, representantes da legenda no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa, delegados eleitos nas convenções municipais, presidentes de diretórios e comissões provisórias municipais, além do líder do partido na Assembleia Legislativa.


































