Santa Catarina acorda em dois tempos: o político, com levantamentos que mudam o placar; o urbano, com prédios públicos em espera e o clima alertando para tempestades. Enquanto as pesquisas mexem com os tabuleiros, a disputa pela rodoviária de Florianópolis escancara o que falta em planejamento — a interseção entre espaço público, gestão e transparência. E o mar, atento, avisa: o risco não espera eleição.
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Pesquisa eleitoral mostra queda de Jorginho Mello, liderança mantida
A mais recente sondagem do instituto Neokemp Pesquisas, tornada pública hoje, revela que o governador continua à frente da corrida ao governo de SC, mas com recuo nas intenções de voto — enquanto a disputa ao Senado se estreita.
O recuo sinaliza fragilidade em cenário aparentemente confortável: queda de base, eleitores indecisos, e o adversário que se aproxima.
Se a vantagem existe, a margem de manobra diminui.
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Processo trava demolição da antiga rodoviária de Florianópolis
No julgamento em andamento na Tribunal de Justiça de Santa Catarina, mais precisamente na quinta câmara de Direito Público, foi suspensa a demolição do complexo da antiga rodoviária até definição do mérito da ação — o que deixa o prédio no centro de impasse entre urgência urbana e patrimônio público. 
O prédio, que se encontra abandonado e é alvo de invasões, agora depende de laudo, titularidade e decisão judicial para seguir qualquer caminho. A Prefeitura esperava avançar com demolição para liberar terreno — mas o Judiciário manda esperar.
Neste tipo de disputa, o mais urgente não é necessariamente o mais simples — e o risco é que a espera vire abandono institucional.
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Alerta climático: calor hoje, frente fria e temporais no fim-de-semana
A Defesa Civil de Santa Catarina emitiu nota de observação para este fim-de-semana: após calor nesta semana, surge frente fria com chuva intensa, rajadas de vento e risco para parte do litoral. 
O litoral e o Vale do Itajaí estão no foco, e o mar deve permanecer agitado.
O aviso: o problema urbano não está só no que se planeja, mas no que se deixa de preparar — especialmente em infraestrutura costeira vulnerável.
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EM RESUMO
Hoje, SC está dividida entre o mundo político das pesquisas que sacodem cenário e o mundo real de prédios públicos parados, decisões judiciais e clima em alerta.
A pesquisa que recua, o imóvel que espera, a tempestade que aproxima — cada um deles é um termômetro de capacidade.
Se Santa Catarina quiser mudar o cenário, não basta olhar para 2026. É preciso agir nos espaços de 2025.

























