O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), evitou entrar diretamente na disputa entre o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e o senador Wellington Fagundes (PL) sobre as críticas envolvendo as obras de pavimentação da MT-170, trecho estadualizado da BR-174. Mesmo sem tomar partido, Russi reconheceu que, caso existam falhas na execução, o problema precisa ser corrigido imediatamente.
A discussão em torno da estrada ganhou força após reclamações sobre a qualidade do asfalto e possíveis problemas estruturais no trecho. O embate político colocou aliados e adversários em lados opostos, aumentando a pressão sobre o governo e os órgãos de fiscalização para apurar as condições da obra.
Ao comentar o assunto, em entrevista à imprensa, Max Russi afirmou que a responsabilidade agora é cobrar providências da empresa executora. “E agora está tendo essa discussão. Acho que se fez a obra mal feita, eu particularmente não estive lá por esses dias, tem que notificar a empresa que fez a obra. A obra tem cinco anos de garantia, não tem um prazo de cinco anos, tem que ser refeito, arrumado, consertado, corrigido”, declarou.
Mesmo reconhecendo possíveis falhas, o presidente da Assembleia destacou a importância da pavimentação da rodovia, lembrando das dificuldades enfrentadas pela população antes da obra. Segundo ele, a situação da estrada era praticamente intransitável durante o período de chuvas. “O importante é que nós já fizemos. Aquela estrada eu conheci muito tempo atrás, lá não passava. Na época de chuva não passava ninguém, era toleira, era dificuldade. O Estado foi lá, assumiu a responsabilidade e fez uma obra”, afirmou.
Russi voltou a reforçar que, se houver confirmação de problemas na qualidade da execução, a empresa responsável deverá ser acionada imediatamente para reparar os danos. “Se não entregou com a qualidade que tinha que entregar, tem que notificar a empresa, tem que ser tomado providência”, disparou ao defender rigor na fiscalização do contrato.
O deputado também destacou o trabalho de acompanhamento realizado pelos órgãos de controle e afirmou que tanto o Tribunal de Contas quanto a Assembleia Legislativa têm papel importante na fiscalização das obras públicas. Segundo ele, o governo estadual também precisa agir rapidamente diante das denúncias e reclamaações apresentadas.
Encerrando a fala, Max Russi ressaltou que a prioridade deve ser garantir segurança e trafegabilidade para quem utiliza a MT-170 diariamente. “O Tribunal de Contas está fazendo esse trabalho fiscalizando, a Assembleia pode fazer esse trabalho fiscalizando e o governo do Estado tomar providência”, concluiu o presidente da Assembleia ao tentar esfriar o embate político em torno da rodovia.

































