O candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) minimizou a importância da fidelidade partidária ao justificar o apoio ao candidato ao governo Otaviano Pivetta (Republicanos), apesar da posição adotada por seu partido. Em entrevista ao programa Notícia de Frente, da TV Vila Real, ele afirmou: “Melhor trair o partido do que trair o povo”.
Mauro disse que a principal fidelidade de um político deve ser com a família, Deus e os eleitores. Para ele, os partidos têm pouca influência sobre a escolha do eleitor, que estaria mais interessado no histórico e nas propostas dos candidatos do que nas legendas. “O eleitor nunca me perguntou qual partido estou”, afirmou.
A declaração ocorre em meio à formação dos palanques para a eleição em Mato Grosso, marcada por divergências entre partidos e lideranças. Mauro citou integrantes do MDB que apoiam Pivetta e questionou a repercussão dada à saída de políticos de outras siglas de seus posicionamentos oficiais. “E a turma do MDB que está com o Pivetta? Isso tem que noticiar também. Tem muita gente de outros partidos que estão no apoio”, disse.
O ex-governador também defendeu sua posição após a disputa interna no União Brasil, em que Jayme Campos venceu Mauro por 30 votos a 19 na definição sobre o apoio ao governo. Chamado de “traidor” por integrantes da sigla, Mauro afirmou que teve liberdade para escolher seu candidato e disse ter sido apenas um dos 30 votos derrotados. “Quem mandou no partido não foi Mauro Mendes. Ele perdeu por 30 a 19, fui apenas um voto dos 30. Democracia, isso faz parte”, declarou.





































