O senador Jayme Campos (União) acusou o governo de Mato Grosso e a Prefeitura de Várzea Grande de utilizar a estrutura pública para favorecer o grupo político que apoia o senador Wellington Fagundes (PL) na disputa eleitoral. Segundo ele, a liberação de recursos e convênios para municípios estaria sendo usada como instrumento de pressão política. As declarações foram feitas na quarta-feira (16).
“Posso quase com certeza dizer que a gente está muito bem posicionado aqui no município, mas é claro, é evidente que nós estamos enfrentando aqui várias adversidades. Sobretudo a máquina do governo, que está sendo usada aqui, a máquina da Prefeitura de Várzea Grande está sendo usada contra o senador Wellington Fagundes”, afirmou. Campos disse ainda que a prática ocorre desde as convenções partidárias e citou convênios que, segundo ele, tiveram apenas 10% dos valores prometidos liberados, enquanto o restante ficaria condicionado ao resultado eleitoral.
O senador também criticou a política de incentivos fiscais do Estado. De acordo com Campos, Mato Grosso concedeu R$ 15 bilhões em benefícios, dos quais R$ 7,5 bilhões estariam concentrados em 30 empresários, incluindo o atual governador, Otaviano Pivetta (Republicanos). “O próprio Otaviano Pivetta, as empresas dele receberam, pelas palavras que me deu Wellington Fagundes, meio bilhão de reais”, declarou.
Ao defender uma mudança na condução administrativa do Estado, Jayme afirmou que Mato Grosso estaria sob influência de um grupo restrito e criticou a situação de áreas como saúde e segurança. “Lamentavelmente, hoje o Estado está na mão de meia dúzia de pessoas. Não é um governo do povo para o povo, é um governo de meia-cidadãos que está o quê? Usurpando o horário público para sua pessoa ou o seu grupo econômico”, disse. As acusações sobre uso da máquina pública e incentivos fiscais foram apresentadas pelo senador como parte de sua crítica ao atual grupo governista.




































