Com maioria na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e apoio declarado de prefeitos, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) reúne aliados de diferentes grupos políticos enquanto o palanque de Wellington Fagundes (PL) enfrenta manifestações de apoio menos uniformes entre candidatos ao Senado. A configuração expõe diferentes posições dentro da própria aliança encabeçada pelo senador na disputa pelo Palácio Paiaguás.
Entre os candidatos ao Senado, Mauro Mendes (União), Margareth Buzetti (PP) e Antônio Galvan (Avante) já manifestaram apoio a Pivetta. Janaina Riva (MDB) e José Medeiros (PL), por outro lado, não têm participado de forma constante dos atos de Fagundes. Janaina se aproximou do grupo governista e apareceu ao lado de Pivetta e da ex-primeira-dama Virginia Mendes. Medeiros, que demonstrou contrariedade com a aliança entre PL e MDB, afirmou que não pretende prejudicar Fagundes, mas também não pedirá votos para o correligionário.
No campo de Fagundes, as divergências também alcançaram o Novo. Candidatos da legenda reclamaram de atrasos em repasses financeiros e na entrega de materiais de campanha por parte do PL. A situação gerou cobranças internas e chegou a colocar em dúvida o grau de envolvimento da sigla na campanha. A escolha do empresário Reinaldo Morais, o “Rei do Porco”, para a vice de Fagundes ajudou a reduzir parte das tensões.
A movimentação ocorre após o TRE-MT manter, por 7 votos a 0, o registro da candidatura de Pivetta, em julgamento de recurso apresentado pela coligação de Fagundes. Enquanto isso, os apoios públicos de integrantes de diferentes partidos passaram a formar palanques distintos na eleição estadual, com prefeitos e candidatos ao Senado declarando posições que nem sempre coincidem com as alianças formalizadas pelas legendas.

































