Uma decisão tomada no topo da administração municipal provocou mudanças imediatas no comando da educação em Várzea Grande e acendeu os bastidores políticos da cidade. A prefeita Flávia Moretti afirmou nesta segunda-feira (16) que a Secretaria Municipal de Educação passará a responder diretamente a ela e à nova titular da pasta, Maria Fernanda Figueiredo, retirando o espaço de influência do vice-prefeito Tião da Zaeli nas decisões da área.
A declaração foi feita durante coletiva de imprensa após a posse da nova secretária e deixou claro que o comando da pasta mudou de mãos. Ao ser questionada sobre a participação do vice-prefeito na condução da educação municipal, Flávia foi direta: “Agora a autonomia é da Maria Fernanda e da prefeita. A secretária trabalha diretamente comigo”, disse.
A mudança ocorre após a exoneração do então secretário Igor Cunha, decisão que redesenhou o equilíbrio político dentro da gestão. Com isso, Tião da Zaeli perde duas indicações consideradas estratégicas no primeiro escalão. Recentemente, a prefeita também promoveu outra alteração importante ao substituir o coronel Zilmar do comando do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande, nomeando Rogerinho Dakar para a presidência da autarquia.
Maria Fernanda é professora de carreira da rede municipal e irmã do vereador Carlinhos Figueiredo. Segundo a prefeita, a nova secretária assume com autonomia administrativa para reorganizar a estrutura da pasta e revisar procedimentos internos que vêm sendo alvo de críticas e reclamações.
Flávia também afirmou que a gestão da educação passará por mudanças administrativas importantes, mas mantendo programas que já estão em andamento. “Há coisas que vão continuar, sem contraste de gestão pública. Mas estamos dando uma virada de chave na educação, principalmente na forma de gestão e na qualidade administrativa”, declarou.
Entre as primeiras medidas adotadas pela nova equipe está a revisão de contratos e do processo seletivo da educação municipal. De acordo com a prefeita, o levantamento começou imediatamente para reorganizar contratações temporárias e evitar problemas no transporte escolar e possíveis paralisações no atendimento aos estudantes. Nos bastidores, a decisão de Flávia de assumir diretamente o controle da pasta teria sido marcada por momentos de tensão dentro do grupo político.





































