Uma pregação do pastor Silas Paulo de Souza, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Cuiabá, provocou repercussão nas redes sociais após ele associar o autismo a um comportamento relacionado ao uso de dinheiro. A declaração foi criticada por representantes da comunidade autista, enquanto a igreja afirmou, em nota, que a fala não teve a intenção de ofender, discriminar ou desrespeitar pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Durante a pregação realizada no último dia 1º, ao comentar sobre educação financeira, o pastor afirmou que considera normal evitar gastos desnecessários, mas acrescentou: “Mas aí já é… eu acho que o camarada deve estar com problema, deve ser autismo, tem que fazer tratamento, amém?”. Após a declaração, parte do público reagiu com risadas.
A ativista da causa autista Fatima de Kwant compartilhou o vídeo e criticou o uso do termo. Segundo ela, “se foi, ou não, uma piada sem más intenções, o tom jocoso e a risada de algumas pessoas presentes não foram apreciados por aqueles que lutam contra o capacitismo”. Ela ainda ressaltou que “autismo não é adjetivo pejorativo” e afirmou que esse tipo de associação contribui para reforçar estigmas contra pessoas autistas.
Em nota, a Assembleia de Deus de Cuiabá e Região reconheceu que a manifestação “pode ter causado desconforto ou interpretações indesejadas”, mas afirmou que “jamais houve a intenção de ofender, discriminar ou desrespeitar qualquer pessoa”. A igreja também declarou que a associação feita durante a fala “não teve o propósito de atribuir qualquer característica pejorativa às pessoas com TEA” e reafirmou o compromisso de promover um ambiente de acolhimento, respeito e dignidade a todas as pessoas.

































