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Raiva em herbívoros avança no Sul e reforça alerta para vacinação dos rebanhos

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O avanço da raiva em herbívoros mantém produtores rurais e órgãos de defesa agropecuária em estado de atenção, especialmente na região Sul do país. Levantamentos divulgados por agências estaduais apontam aumento de registros em bovinos e equinos, com destaque para o Paraná, que confirmou 75 animais infectados apenas no primeiro semestre de 2026. A doença, transmitida principalmente pelo morcego-vampiro (Desmodus rotundus), é fatal após o surgimento dos sintomas e não possui tratamento.

O Paraná lidera os registros mais recentes, com 69 bovinos e seis equinos distribuídos em 57 focos neste ano. Em 2025, o estado contabilizou 230 animais infectados em 197 propriedades, cenário que levou o governo a tornar obrigatória, desde março, a vacinação contra a doença em 30 municípios da região oeste. Em Santa Catarina, foram confirmados 27 casos em bovinos em 2026, número inferior ao dos dois anos anteriores, mas com circulação do vírus em diferentes regiões do estado. Já o Rio Grande do Sul mantinha, em junho, 45 focos ativos espalhados por dez regiões.

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Embora os critérios de divulgação variem entre os estados, os dados indicam maior pressão da doença sobre os rebanhos do Sul. Casos também foram registrados fora da região. Em Pernambuco, um equino diagnosticado com raiva em julho levou à adoção da vacinação obrigatória de bovinos, bubalinos, equinos, ovinos e caprinos em seis municípios vizinhos. Especialistas apontam que fatores como grandes rebanhos, proximidade entre propriedades e ambientes favoráveis à presença de morcegos-vampiros contribuem para a disseminação do vírus.

A principal medida de prevenção continua sendo a vacinação dos animais a partir dos três meses de idade, com dose de reforço após 30 dias na primeira aplicação e revacinação anual, conforme orientação dos serviços veterinários estaduais. Produtores também devem isolar animais com sinais neurológicos e comunicar imediatamente qualquer suspeita ou identificação de mordidas de morcegos aos órgãos de defesa sanitária. O controle desses animais deve ser realizado exclusivamente por equipes autorizadas.

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