Um ex-vice-prefeito de uma cidade do Oeste de Santa Catarina foi condenado a cinco anos, cinco meses e dez dias de prisão, em regime semiaberto, por mandar incendiar o pavilhão de uma igreja em 2020. Segundo a decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), o objetivo do crime era “agitar o cenário político da região”. Como o processo não tramita em segredo de Justiça, o nome do condenado e do município não foram divulgados.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o então vice-prefeito contratou um homem para atear fogo ao pavilhão comunitário da diocese, prometendo o pagamento de R$ 10 mil e se apresentando como prefeito da cidade. O contratado chamou outro homem para participar da ação, que foi identificada posteriormente pela Polícia Civil por meio de imagens de câmeras de segurança.
Durante as investigações, os executores inicialmente afirmaram ter sido contratados pelo prefeito, mas não reconheceram o então chefe do Executivo municipal. Após serem apresentados à fotografia do vice-prefeito, identificaram o político como o mandante. Em juízo, os dois chegaram a mudar a versão dos fatos, mas voltaram atrás dias depois e relataram que haviam sido ameaçados pelo filho do réu.
Na primeira instância, o ex-vice-prefeito foi absolvido, enquanto o filho dele foi condenado por coação. O Ministério Público recorreu da decisão, e o TJSC reformou a sentença para condenar o ex-gestor. No caso do filho, entretanto, a pena foi considerada prescrita, encerrando a possibilidade de punição.

























