A MTSUL Construções se manifestou sobre as denúncias envolvendo a deterioração do asfalto da MT-170, entre Castanheira e Juruena, e afirmou que as condições geográficas, climáticas e geotécnicas da região podem ter contribuído para os danos registrados na rodovia. Segundo a empresa, fatores como alagamentos sazonais, elevados índices de chuva, influência hídrica nos solos e o intenso tráfego de veículos pesados estão sendo analisados em estudos técnicos para identificar as causas do problema.
A manifestação ocorre após o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) abrir uma inspeção para apurar a qualidade da obra. Durante vistoria realizada no trecho, o presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou que a rodovia está “totalmente destruída” e que a MT-170, construída com investimento de R$ 130 milhões, “virou farelo” menos de um ano após a conclusão dos serviços.
Em nota, a MTSUL informou que acompanha a situação em conjunto com as demais empresas integrantes dos consórcios responsáveis pela obra e com os órgãos de fiscalização. A empresa afirmou que realiza avaliações técnicas para “identificar as possíveis causas e definir as medidas necessárias para a recuperação e o aprimoramento dos trechos afetados”. Também ressaltou que “essas condições vêm sendo objeto de análises técnicas, estudos especializados e discussões entre os diversos agentes envolvidos, uma vez que podem influenciar diretamente o desempenho e a durabilidade da infraestrutura rodoviária”.
A empresa reforçou que “qualquer conclusão acerca das causas das ocorrências observadas deverá estar fundamentada em estudos técnicos, laudos especializados e avaliações criteriosas”, a fim de evitar conclusões antecipadas sobre eventuais responsabilidades. Enquanto isso, o TCE anunciou que as obras no trecho serão retomadas para refazer o pavimento, e as investigações sobre o chamado caso do “Asfalto Farelo” seguem em andamento.


















