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Exportação recorde de soja pressiona logística e expõe déficit de armazenagem no Brasil

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O Brasil caminha para registrar um novo recorde nas exportações de soja em 2026, com previsão de embarcar 114 milhões de toneladas, segundo estimativa da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O volume, quase 5% superior ao maior já registrado, reforça os desafios da infraestrutura logística do país e amplia a pressão sobre armazéns, rodovias, ferrovias e terminais portuários em um cenário de safra elevada.

De janeiro a julho, os embarques da oleaginosa somaram 84,8 milhões de toneladas, cerca de 5 milhões acima do registrado no mesmo período do ano passado. Com a projeção de mais 9,74 milhões de toneladas em agosto, o acumulado poderá alcançar 94,5 milhões antes do último quadrimestre. O Porto de Santos já reflete esse avanço, ao movimentar 92,8 milhões de toneladas de cargas no primeiro semestre, alta de 5,05%, tendo a soja como principal produto exportado, com 25,61 milhões de toneladas.

Apesar do desempenho nas vendas externas, especialistas alertam para o descompasso entre produção e capacidade de armazenagem. Enquanto a safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 347,4 milhões de toneladas em 2026, a capacidade estática de armazenamento era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025. A diferença obriga produtores e tradings a acelerar o escoamento da produção, o que pode elevar o custo do frete, provocar filas nos portos e reduzir o poder de negociação na comercialização dos grãos.

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Nos terminais portuários, o aumento da movimentação exige maior controle da qualidade da carga e eficiência operacional. Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, o monitoramento da temperatura, da umidade e dos estoques é essencial para evitar perdas durante o armazenamento e o embarque. Além disso, a rastreabilidade dos grãos e o correto processo de blending ganharam importância diante das exigências do mercado internacional e das operações financeiras ligadas ao agronegócio, reforçando a necessidade de investimentos em infraestrutura para acompanhar o crescimento das exportações.

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