MATO GROSSO

Ex-governador de MT acusa Banco Master de fraudes no Estado e senadores questionam CPI

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O ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques, acusou o Banco Master de comandar fraudes em crédito consignado e de envolvimento em repasses suspeitos durante depoimento na CPI do Crime Organizado, nesta quarta-feira (25). As declarações foram questionadas por senadores da bancada.

Segundo Taques, o banco teria coordenado uma rede de instituições que enganavam servidores públicos, dificultavam o acesso a informações e operavam sem autorização do Banco Central. Ele afirmou que cerca de 45 mil servidores de Mato Grosso possuem contratos com empresas ligadas ao grupo, com casos de comprometimento de até 60% da renda.

Durante o depoimento, o relator Alessandro Vieira apontou indícios de corrupção envolvendo o poder público, destacando que o modelo de operação poderia atingir mais de 20 estados e centenas de prefeituras. O presidente da comissão, Fabiano Contarato, também levantou suspeitas sobre possível articulação entre governos estaduais para ampliar margens de consignado.

Taques ainda afirmou que o banco teria movimentado R$ 308 milhões oriundos de devolução de impostos para fundos administrados pela instituição, que, segundo ele, beneficiariam aliados do governador Mauro Mendes. Ele classificou o uso de fundos de investimento como mecanismo propício à lavagem de dinheiro.

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O depoimento também teve questionamentos de parlamentares como Margareth Buzetti e Wellington Fagundes, que citaram o contexto político entre Taques e Mauro Mendes. A comissão ainda avalia medidas contra uma convocada ausente, que pode ser alvo de condução coercitiva.

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