Um trecho da praia de Balneário Piçarras, no Norte de Santa Catarina, registrou erosão apenas dois meses após a conclusão da quarta obra de alargamento da faixa de areia. A formação de um grande “degrau” na orla chamou a atenção de moradores e visitantes na última semana.
De acordo com a prefeitura, um parecer técnico da empresa Caruso Jr., responsável pelo monitoramento da obra, identificou a formação de escarpas erosivas, paredões de areia moldados pela ação das ondas, ressacas e marés. Segundo o documento, o fenômeno é considerado esperado após intervenções de alimentação artificial de praias.
A obra de alargamento foi realizada entre janeiro e abril deste ano em um trecho de dois quilômetros da orla, entre a Avenida Getúlio Vargas e o molhe da Barra do Rio Piçarras. O investimento foi de R$ 38,28 milhões, e esta foi a quarta intervenção do tipo realizada na praia em 27 anos.
O parecer aponta que as escarpas começaram a surgir no final de abril, período marcado por avisos de ressaca emitidos pela Marinha do Brasil. A combinação entre ondas de alta energia e marés de sizígia favoreceu a retirada de sedimentos da faixa de areia, provocando a erosão observada.
Apesar de ser um processo considerado natural de acomodação da nova praia, a empresa alerta para riscos à segurança. A recomendação é evitar permanecer próximo à base ou à borda das escarpas, já que desprendimentos de grandes volumes de areia podem causar acidentes. O município informou que continuará monitorando a evolução do fenômeno e avaliando possíveis medidas técnicas.























