Para o primeiro vice-presidente nacional do União Brasil, ex-prefeito de Salvador (BA) e ex-deputado federal, a federação formada com os Progressistas (PP) “reúne não apenas um conjunto de parlamentares quantitativamente históricos”, mas “chega para criar história”.
Por Humberto Azevedo
Para o primeiro vice-presidente nacional do União Brasil, ex-prefeito de Salvador (BA) e ex-deputado federal, ACM Neto, a federação formada por seu partido com os Progressistas (PP) anunciada na última terça-feira, 29 de abril, “reúne não apenas um conjunto de parlamentares quantitativamente histórico”, mas “chega para criar história”.
Segundo ele, com objetivo de atrair o bolsonarismo – ao mesmo tempo em que se livra do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), a junção das duas legendas para as próximas duas eleições, a de 2026 e 2028, faz com que ele “não [tenha] dúvida [de] que essa federação vai ser decisiva para que a gente possa, em 2026, ter uma candidatura presidencial forte, competitiva e vitoriosa”.
“Super importante, é um dia histórico, a gente está construindo uma agremiação partidária que reúne não apenas um conjunto de parlamentares quantitativamente histórico, como uma presença em todo o Brasil, com projetos altamente competitivos para as eleições do próximo ano. Eu acho que a gente chega para criar história, esse é o nosso propósito e eu estou muito, muito confiante nisso”, falou após ser questionado com exclusividade pela reportagem do Grupo RDM.
Indagado sobre como que as arestas entre correligionários dos dois partidos, nos mais variados estados, foram superadas, ACM Neto afirmou que para superar as diferenças entre as lideranças regionais das duas agremiações partidárias, isso aconteceu com muito “desprendimento”. A partir da federação, parlamentares que almejam disputar governos estaduais e cadeiras no Senado terão que definir qual candidatura é mais viável e qual será lançada.
“Na verdade foram aparadas com renúncia, com desprendimento, cada um abrindo mão de alguma coisa por um projeto maior, um projeto de país. Ainda temos outros desafios pela frente em relação aos estados, que vai ser cumprido a partir de agora, mas eu estou muito confiante e animado que essa federação vai mudar esse cenário político do Brasil para o próximo ano”, continuou.
OPOSIÇÃO

Perguntado ainda se a federação União Progressista (UP) fará oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se vai entregar os cargos que ocupam na estrutura organizacional, ACM Neto afirmou “que o caminho é ser oposição”. Atualmente, os deputados André Fufuca (PP-MA) e Celso Sabino (União Brasil-PA), licenciados de seus mandatos, comandam os Ministérios dos Esportes e do Turismo, respectivamente.
“Eu acho que o caminho é ser oposição, eu acho que é o caminho natural, claro que a gente não vai começar decretando isso, porque tem que ser uma coisa validada, legitimada, eu acho que essa é a tendência e o tempo vai mostrar e comprovar essa minha convicção”, finalizou o primeiro vice-presidente nacional do União Brasil.


























