A suinocultura em Mato Grosso enfrenta um início de 2026 de forte pressão sobre as margens, com queda acentuada no preço do animal vivo e custos ainda elevados. No estado, o quilo do suíno recuou de R$ 8,00 em janeiro para R$ 5,80 nesta semana, uma retração de 27,5%, segundo a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso.
O cenário impacta diretamente a rentabilidade do produtor, que já opera no vermelho. A queda nas cotações ocorre em meio ao aumento da oferta e à desaceleração sazonal da demanda no início do ano, movimento observado também em outros estados produtores.
Apesar disso, regiões como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul conseguem amortecer melhor o impacto devido à maior integração com a agroindústria e participação nas exportações. No Brasil, a produção anual se aproxima de 5 milhões de toneladas, com exportações superiores a 1,2 milhão em 2025, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal.
Em Mato Grosso, no entanto, os custos elevados, principalmente com alimentação, agravam o cenário. O preço atual é o menor desde abril de 2024, ampliando a pressão sobre os produtores locais.
De acordo com o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, o prejuízo médio já chega a cerca de R$ 60 por animal abatido. “Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento”, afirmou.

















