A suinocultura em Mato Grosso enfrenta forte crise no início de 2026, com queda nas cotações e custos elevados. O preço do quilo do suíno vivo recuou de R$ 8,00 em janeiro para R$ 5,80, uma retração de 27,5%, segundo a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrimat).
Apesar do bom desempenho nas exportações brasileiras, o cenário interno segue pressionado. Em março, o país embarcou 152,2 mil toneladas de carne suína, alta de 32,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal.
Nos principais estados produtores, a queda nos preços também é registrada, mas regiões com maior integração à exportação conseguem reduzir os impactos. Já em Mato Grosso, os custos elevados, principalmente com alimentação, agravam a situação.
O preço atual é o menor desde abril de 2024, comprometendo a rentabilidade da atividade. O descompasso na cadeia também preocupa, já que a queda no valor do animal não tem sido repassada ao consumidor final.
Segundo o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, o prejuízo médio já chega a R$ 60 por animal. Ele defende a redução dos preços no varejo como forma de estimular o consumo e aliviar a pressão sobre os produtores.

















