MATO GROSSO

Deputada Coronel Fernanda pede prisão preventiva de familiares de Lula em CPMI

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT), uma das autoras do pedido de criação da CPMI do INSS, elevou o tom nesta quarta-feira (25) e protocolou requerimentos que miram diretamente familiares do presidente Lula. Em uma ofensiva contundente, a parlamentar solicitou a adoção de medidas cautelares mais severas, incluindo pedidos de prisão preventiva, ampliando a tensão política em torno das investigações.

 

Entre os alvos está Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico. No caso de Lulinha, a deputada sustenta que há risco concreto de fuga e tentativa de frustrar a aplicação da lei penal. Ela cita informações de que ele teria viajado para Madri, na Espanha, onde atualmente reside, em meio ao avanço das apurações — movimento que, segundo argumenta, acende o alerta para uma possível evasão.

 

De acordo com a parlamentar, a saída do país somada a notícias sobre eventuais medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica ou retenção de passaporte, reforçaria a necessidade de uma resposta mais dura do Judiciário. O nome de Lulinha também teria surgido, conforme publicado pela coluna da jornalista Andreza Matais no portal Metrópoles, em tratativas de delação premiada envolvendo o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Fidelis, ampliando o alcance das suspeitas.

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Em relação a Frei Chico, Coronel Fernanda afirma que há risco de interferência direta nas investigações. No requerimento, ela aponta possível influência sobre testemunhas, eventual destruição de provas e até continuidade delitiva como fundamentos para a decretação de prisão preventiva. A avaliação apresentada é de que a gravidade das suspeitas exigiria medidas imediatas para preservar a lisura do processo investigativo.

 

A ofensiva não parou por aí. A deputada também direcionou pedido contra o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, solicitando que a atual prisão domiciliar seja convertida em preventiva. No documento, argumenta que o regime mais brando poderia facilitar influência sobre testemunhas ou até dissipação de patrimônio em um suposto esquema de fraudes com repercussão nacional, já sob análise da CPMI e alvo de quebras de sigilo.

 

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