MATO GROSSO

PRESSÃO SOBRE MORAES

Coronel Fernanda sobe o tom e cobra explicações de Moraes após novas revelações do caso Banco Master

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL) elevou o tom contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o avanço das investigações sobre o caso Banco Master trazer à tona novos elementos envolvendo o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

 

Para a parlamentar, diante da gravidade das informações reveladas, Moraes precisa prestar esclarecimentos públicos à sociedade. Coronel Fernanda também defendeu o andamento do novo pedido de impeachment apresentado contra o ministro no Senado Federal.

 

“Você precisa se explicar, Alexandre de Moraes”, afirmou a deputada, ao cobrar transparência sobre os fatos investigados.

 

Em outra declaração contundente, Coronel Fernanda afirmou que, caso as suspeitas fossem confirmadas, o próprio ministro deveria tomar a iniciativa de se afastar. “Se o Brasil fosse um país sério, o Alexandre de Moraes, por si próprio, pedia o afastamento”, declarou. A parlamentar, porém, ressaltou sua confiança de que os fatos serão esclarecidos.

 

A pressão aumentou depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master e defendeu que o Plenário do STF analise os elementos envolvendo Moraes.

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A investigação reúne mensagens, documentos e registros encontrados pela Polícia Federal no celular de Vorcaro, incluindo informações sobre contatos atribuídos ao ex-banqueiro e ao ministro, registros de encontros e dados relacionados ao contrato firmado pelo Banco Master com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

 

No Senado, o senador Carlos Viana (PSD-MG) apresentou um novo pedido de impeachment contra Moraes, alegando suspeita de crime de responsabilidade por eventual advocacia administrativa em benefício de Vorcaro. A responsabilização, contudo, depende da apuração e da comprovação dos fatos.

 

Para Coronel Fernanda, o momento exige que o Senado cumpra sua responsabilidade constitucional e permita que as suspeitas sejam examinadas sem privilégios.

 

“Não se trata de perseguição, trata-se de apuração. Se existem fatos graves sendo investigados, eles precisam ser analisados com seriedade e responsabilidade. Até que enfim o Senado está acordando”, afirmou.

 

Ao comentar o avanço das investigações, a deputada encerrou sua manifestação com uma declaração de confiança no esclarecimento do caso: “A justiça está acontecendo. Ela tarda, mas não falha.”

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Com informações da Assessoria.

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