MATO GROSSO

Convenção do União Brasil pode redefinir cenário da disputa pelo Governo de MT

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A convenção estadual do União Brasil, realizada nesta quinta-feira (30), ganhou protagonismo no cenário político de Mato Grosso por reunir uma decisão que pode influenciar diretamente a eleição de 2026. A votação dos convencionais definirá se o partido lançará candidatura própria ao Governo do Estado ou manterá a aliança com o grupo governista, cenário que pode alterar a formação das chapas majoritárias e a disputa pelas vagas ao Senado.

Pelas regras internas da legenda, uma candidatura ao Palácio Paiaguás precisa do apoio de 34 dos 48 convencionais aptos a votar. O quórum elevado transformou a convenção em um dos principais acontecimentos da pré-campanha, acompanhada não apenas pelos filiados, mas também por lideranças de diferentes partidos, que aguardam os reflexos da decisão sobre o tabuleiro político estadual.

A principal divergência envolve dois caminhos distintos. De um lado, o senador Jayme Campos defende que o União Brasil tenha candidato próprio ao Governo, mantendo o protagonismo da legenda nas eleições majoritárias. Do outro, o ex-governador Mauro Mendes articula a permanência da aliança com o governador Otaviano Pivetta, preservando a base política que atualmente sustenta a administração estadual.

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O resultado também pode influenciar os planos de outras lideranças. A deputada estadual Janaina Riva acompanha a definição para avaliar os próximos passos de seu projeto político, especialmente em relação à disputa pelo Senado. Já o senador Wellington Fagundes, que teve a candidatura ao Governo oficializada pelo PL, observa a movimentação diante da possibilidade de reconfiguração das alianças entre partidos de oposição e da base governista.

Mesmo após a votação, a definição ainda poderá passar por uma etapa nacional. Conforme as regras da Federação União Progressista, a homologação da candidatura majoritária depende da direção nacional da federação, o que significa que uma eventual decisão dos convencionais poderá ser submetida à análise em Brasília. Independentemente do desfecho, a convenção marca o início efetivo das articulações que devem conduzir a sucessão estadual de 2026.

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