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Bastidores do poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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No entanto, o líder do PL ressaltou que o PL não celebra medidas como o tarifaço, exceção feita ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). (Foto: Lula Marques / Agência Brasil)

Bolsonaristas alinhados a Trump

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), reafirmou o alinhamento ideológico do partido com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, independentemente dos desdobramentos na Venezuela. Sobrinho do pastor que comanda a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Cavalcante avaliou que a intervenção militar norte-americana no país vizinho buscou o controle do petróleo e pode ter envolvido acordos prévios com setores do governo bolivarianista. O parlamentar defendeu que Trump age prioritariamente em defesa dos interesses dos EUA, sem se importar com políticas internas das nações sul-americanas. Sobre a relação do bolsonarismo com Trump, foi taxativo: “somos alinhados e ponto final”, destacando sintonia com Trump, Javier Milei – presidente da Argentina – e José Antonio Kast – novo presidente chileno.

 

 

Saída em junho

Acusado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) de ser o responsável pela campanha que ganhou força nas redes digitais “Congresso inimigo do povo!”, Sidônio nega qualquer interferência e participação do Executivo na campanha. (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

De acordo com informações de fontes ligadas ao Planalto, Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, planeja deixar o governo em junho de 2025. A saída ocorrerá após o período de abril, quando diversos ministros devem deixar seus cargos para disputar as eleições. Palmeira, que assumiu a Secom em janeiro de 2025, tem avaliado que sua despedida em junho teria menor impacto, pois o foco do governo já estaria voltado para o cenário eleitoral. O ministro alega a necessidade de cumprir compromissos pendentes à frente da pasta antes de sua saída. Segundo as mesmas fontes, o objetivo de Palmeira ao deixar o cargo é assumir a coordenação da campanha à reeleição do presidente Lula em 2026.

 

 

Wagner deixa liderança

A saída de Wagner da liderança do governo faz parte da movimentação de uma reforma mais ampla que o presidente Lula quer promover às vésperas das eleições de outubro. (Foto: Lula Marques / Agência Brasil)

De acordo com informações de fontes ligadas ao Planalto, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deve entregar o cargo nos próximos dias para focar em sua campanha à reeleição no estado da Bahia. A decisão estaria condicionada à conclusão da aprovação do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). O processo de indicação de Messias foi marcado por tensões, resultando em um rompimento público entre Wagner e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que se sentiu preterido. Apesar do desgaste, a relação foi recomposta após um encontro entre Lula e Alcolumbre. A saída de Wagner integra um movimento mais amplo de substituições no primeiro escalão, conforme auxiliares deixam o governo para disputar as eleições de outubro. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) é o cotado para sucedê-lo na liderança do governo.

 

 

TCU e BC farão inspeção conjunta no Banco Master

O conselheiro do TCU, Bruno Dantas, afirmou que a reunião com Galípolo foi de “absoluta convergência” e seguirá processos precedentes como dos bancos Pan-Americano e BMG. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

De acordo com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Veneziano Vital do Rêgo, após uma reunião com o presidente do Banco Central do Brasil (BCB), Gabriel Galípolo, decidiram que ambos os órgãos irão realizar uma inspeção conjunta sobre o processo de liquidação bancária do Banco Master. Ficou definido que o TCU terá acesso imediato aos documentos do BCB que embasaram a decisão, respeitando os sigilos bancário e criminal. A reunião entre as partes foi descrita como amigável, com o BCB explicitando reconhecer a competência do TCU para a fiscalização de segunda ordem e solicitando a inspeção para dar maior segurança jurídica ao processo. O TCU não tem poder para reverter a liquidação, mas sua atuação pode auxiliar em questões complexas, como a situação de correntistas afetados. A inspeção seguirá um calendário a ser ajustado pelas equipes técnicas.

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Influenciadores atacaram BCB por milhões do Banco Master

A Polícia Federal e o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) conduzem investigações separadas sobre o caso e sobre irregularidades em contratos do banco liquidado. (Foto: Montagem / Agência Brasil)

De acordo com informações apuradas junto a fontes ligadas ao Planalto, uma campanha secreta e milionária foi articulada para atacar a autoridade do BCB durante o processo de liquidação do Banco Master. Influenciadores digitais, principalmente de perfil alinhado à direita, foram abordados por agências intermediárias com contratos que previam cachês de até R$ 2 milhões para publicar críticas coordenadas contra a instituição responsável pelo mercado financeiro, simulando um movimento espontâneo. O esquema, denominado internamente “projeto DV” em alusão ao dono do banco, Daniel Vorcaro, incluía cláusulas de confidencialidade rígidas. Paralelamente, o Laboratório de estudos de internet e redes digitais (Netlab) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) já havia detectado uma avalanche de mais de 80 mil postagens contra o BCB, caracterizando como uma ação orquestrada.

 

 

Relator no TCU do Master deve recuar

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) acusando o ministro Jhonatan de Jesus de abuso de autoridade. (Foto: Lula Marques / Agência Brasil)

De acordo com informações apuradas junto a fontes ligadas ao Planalto, o relator do caso Banco Master no TCU, conselheiro Jhonatan de Jesus, deve propor o arquivamento das investigações sobre a atuação do BCB na liquidação do Banco Master. A expectativa, compartilhada por ministros do TCU e senadores, é de que ele apresente o recuo no plenário da Corte ainda em fevereiro, após o recesso parlamentar. A intervenção do relator, que havia pedido o aprofundamento das investigações, gerou um racha político-institucional, colocando-o sob forte pressão e até alvo de uma representação por abuso de autoridade no Ministério Público. Nos bastidores, avalia-se que o próprio presidente do TCU, Vital do Rêgo, que inicialmente incentivou a ação, estaria orientando o recuo para evitar uma desautorização em plenário, dada a sensibilidade do caso e a disputa sobre as atribuições do tribunal perante o BCB.

 

Interventor do Master visa agradar Itaú

A nomeação de um interventor externo pelo BCB seguiu o protocolo para liquidações extrajudiciais de instituições financeiras. (Foto: Reprodução / Divulgação)

De acordo com informações apuradas junto a parlamentares do “centrão”, o interventor nomeado pelo BCB para gerir a liquidação do Banco Master, Eduardo Félix Bianchini, tem manifestado internamente a preocupação de “não desagradar o Itaú”. O Itaú, maior banco privado do país, é um dos principais interessados nos ativos do Master e terá papel de destaque no processo de desmonte da instituição financeira. Bianchini, que comanda a EFB Regimes Especiais de Empresas, também manteve um encontro reservado com o principal acionista do BTG Pactual, André Esteves, outro grupo financeiro com forte interesse nos ativos do banco liquidado. Parlamentares do “centrão” acompanham o processo com atenção, dada a magnitude dos ativos envolvidos e o envolvimento de personas deste grupo político com as atividades do Master. 

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Abin vê risco à soberania

O cenário amplia o temor de interferência externa no processo eleitoral brasileiro, seja por desinformação ou por outras formas de influência como uso dos algorítmos das redes digitais para maximizar mensagens contra o governo e restringir as de apoio a reeleição de Lula. (Foto: Reprodução / Divulgação)

De acordo com informações apuradas junto a fontes ligadas ao Planalto, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) avalia que a recente ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela representa um grave precedente e um alerta direto à soberania brasileira, especialmente às vésperas das eleições de 2026. Servidores da ABIN relatam que a ação é vista como uma mudança perigosa na ordem internacional, que expõe países sem dissuasão estratégica robusta. Internamente, a Abin enfrenta fragilidades críticas que limitam sua capacidade de resposta, incluindo escassez de recursos para recrutar fontes e a ausência de um adido de inteligência na Venezuela há uma década. O legado do aparelhamento político durante o governo Bolsonaro é apontado como causa do despreparo atual.

 

 

Agronegócio nega crise climática

Carlos Nobre é pesquisador sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP, integrante do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) e ex-coordenador do maior projeto científico na Amazônia. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O cientista Carlos Nobre, referência mundial em clima e Amazônia, acusa o agronegócio brasileiro de negacionismo climático e alerta que o país se aproxima de pontos de não retorno ambientais irreversíveis. Ele afirma que setores econômicos poderosos ignoram os alertas da ciência, ampliando o desmatamento e a exploração de combustíveis fósseis. Nobre critica a incoerência do governo, que defende liderança climática mas avança com a prospecção de petróleo na Foz do Amazonas. Para ele, a distinção entre desmatamento “legal” e “ilegal” é insuficiente, sendo necessário um desmatamento zero total para evitar o colapso dos biomas. O cientista também avalia como frustrante o resultado da 30ª edição da Conferência sobre mudança no clima das Nações Unidas (COP-30), realizada em Belém (PA) e marcada pela forte influência do lobby fóssil e pela falta de metas ambiciosas.

 

 

Fevereiro raro, falso!

Especialistas das Universidades de São Paulo (USP) e Federal de Minas Gerais (UFMG), além de diversos sites de checagem, desmentem a lenda do “mês perfeito” que se repetiria a cada 823 anos. A alegação é um mito recorrente, sem base científica. (Foto: Reprodução / Redes digitais)

Circula nas redes sociais uma mensagem alarmista que afirma ser o próximo mês de fevereiro “único”, com quatro ocorrências de cada dia da semana e um “dia de 25 horas”, evento supostamente raro chamado “MiracleIn” que se repetiria apenas a cada 823 anos. A mensagem, que promete milagres bíblicos caso seja repassada, é falsa e constitui um boato recorrente. Especialistas em numerologia e astronomia explicam que qualquer mês de fevereiro não bissexto, por ter exatamente 28 dias, sempre conterá quatro semanas completas, ou seja, quatro de cada dia da semana. A alegação sobre o ciclo lunar também é incorreta, pois ele dura aproximadamente 29,5 dias. Portanto, trata-se de uma desinformação, e recomenda-se que a mensagem não seja compartilhada.

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