MATO GROSSO

CUSTO NO CAMPO

Barbudo reage a aumento de impostos e alerta para alta dos alimentos

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O deputado federal Nelson Barbudo (Podemos) elevou o tom contra a reoneração do PIS e da Cofins sobre insumos agrícolas e alertou para o impacto da medida no campo e no bolso dos consumidores. Segundo ele, o aumento dos custos pode pressionar toda a cadeia de produção e chegar às prateleiras dos supermercados.

 

A mudança, prevista na Lei Complementar 224/2025, atingiu produtos que antes tinham alíquota zero das contribuições, incluindo fertilizantes e defensivos agrícolas. O tema foi levado por Barbudo a debates com produtores durante a 32ª Expooeste, em Pontes e Lacerda, e em encontro com agricultores de Nova Mutum.

 

Para o deputado, encarecer os insumos vai na contramão da necessidade de ampliar a produção e reduzir o preço dos alimentos. “Quando se aumenta o custo de quem produz, essa conta não desaparece. Ela percorre toda a cadeia e pode chegar lá na frente, ao supermercado e à mesa das famílias.”

 

Barbudo defendeu que o agronegócio seja tratado como setor estratégico para a economia e a segurança alimentar. “É contraditório dizer que queremos comida mais barata e, ao mesmo tempo, aumentar os custos necessários para produzi-la. O produtor já enfrenta preço de insumos, combustível, logística, juros e uma série de outros custos.”

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O parlamentar também criticou a redução de recursos para o seguro rural em 2026, justamente em um cenário de instabilidade climática. “Seguro rural não é privilégio. É proteção para uma atividade que depende do clima e que sustenta grande parte da economia.”

 

Segundo Barbudo, os prejuízos de uma safra perdida ultrapassam os limites da propriedade e atingem toda a economia dos municípios produtores. “Quando uma safra quebra, não perde apenas o produtor. Perde o comércio, perde o transportador, perde quem presta serviço e perde toda a cidade que depende daquela produção.”

 

Diante desse cenário, o deputado defendeu mais proteção e menos custos para quem produz. “Precisamos dar condições para o produtor plantar, investir e continuar produzindo. Isso significa crédito adequado, seguro rural forte, segurança jurídica e menos peso sobre os insumos.”

 

Com informações da Assessoria.

 

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