Faltam 18 dias para a eleição e os números mais recentes colocam Jorginho Mello em uma posição muito diferente da dos seus adversários.
Jorginho tem 51,6% das intenções de voto. João Rodrigues aparece com 18,5% e Gelson Merisio com 17,6%.
São 33,1 pontos de vantagem sobre João e 34 pontos sobre Merisio. Mais do que isso: Jorginho, sozinho, aparece com 15,5 pontos a mais que a soma dos dois principais adversários, que chegam a 36,1%.
Essa é a informação que precisa orientar a leitura da reta final.
Hoje, o cenário apontado pela pesquisa permite que Jorginho trabalhe concretamente com a possibilidade de vencer a eleição já no primeiro turno.
É claro que intenção de voto não é resultado eleitoral e que a pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais. Mas o tamanho da distância não pode ser ignorado.
Na pesquisa Quaest realizada algumas semanas antes, Jorginho tinha 50%, João 17% e Merisio 4%. A principal mudança desde então foi o crescimento de Merisio, que passou a disputar diretamente o segundo lugar com João.
Mas essa disputa tem uma dimensão maior.
Não basta João e Merisio crescerem um contra o outro. Para haver segundo turno, é preciso que um deles cresça o suficiente para reduzir a distância para Jorginho.
Hoje, essa distância é superior a 30 pontos para ambos.
Jorginho tem, portanto, uma tarefa objetiva: preservar uma vantagem que já ultrapassa três dezenas de pontos e transformar esse desempenho em votos válidos suficientes para encerrar a eleição no dia 4 de outubro.
João precisa reagir e ampliar sua votação. Merisio precisa confirmar o crescimento registrado na pesquisa e avançar ainda mais.
A reta final também ganhou musculatura financeira. O PL destinou R$ 5,7 milhões para Jorginho, enquanto o PSD repassou R$ 5,5 milhões para João. Até 8 de setembro, Jorginho havia declarado cerca de R$ 1,54 milhão em despesas, contra aproximadamente R$ 464 mil de João.
João agora tem recursos para acelerar sua campanha.
Mas o desafio está justamente na dimensão da distância.
A campanha não precisa apenas crescer. Precisa mudar uma diferença de mais de 30 pontos.
É por isso que os próximos 18 dias serão decisivos.
Se Jorginho mantiver um desempenho próximo do apontado pela pesquisa, poderá conquistar a reeleição no primeiro turno.
Se João ou Merisio conseguirem crescer significativamente e reduzir essa distância, o cenário muda e o segundo turno volta para o centro da disputa.
A grande batalha da reta final, portanto, não é pelo segundo lugar. É para impedir que Jorginho vença no primeiro.




























